Política

“Economia também é vida”; Bolsonaro pede flexibilização para impedir o colapso econômico

Por Bruna Santos
07 maio 2020 - 16:00 | Atualizado em 07 maio 2020 - 17:54
Estados e municípios, governo Bolsonaro

Preocupado com o colapso econômico, o presidente da República, Jair Bolsonaro, falou que não há mais espaço para postergar a reabertura dos mercados. Na saída do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro estava acompanhado de empresários e do ministro da Economia, Paulo Guedes, quando falou com jornalistas.

Segundo ele, que recebeu nesta quinta os representantes da indústria, “a atividade comercial está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva)”. “Há dois meses eu venho falando que a economia não pode parar porque a economia também é vida”, afirmou Bolsonaro.

De acordo com ele, o posicionamento da indústria é que a “abertura gradual e responsável tem que começar o mais rápido possível”. Ademais, ele dividiu com todos a responsabilidade de combater a crise do coronavírus, tanto para o Executivo quanto para o Legislativo, Judiciário, governadores, prefeitos, empresários.

Bolsonaro sinalizou que outras categorias serão incluídas no rol de atividades essenciais e há indícios de que já começou pelo setor de construção civil. A medida deve se estender “nos próximos dias” para viabilizar o funcionamento dos setores durante a pandemia, “observando as normas do Ministério da Saúde”.

Bolsonaro foi enfático sobre o risco do colapso econômico

“A nossa união, a coragem que nós temos para enfrentar esse problema é que pode evitar que o País mergulhe em uma crise econômica. Economia é vida. E um país onde a economia não anda, a expectativa de vida vai lá para baixo”, disse ele.

“Então, a razão da vinda dos empresários é isso, todos nós no mesmo propósito e ideal… Preocupados com a vida, sim, mas a questão do emprego e da economia, isso também é vida”, emendou.

Ele atravessou a Praça dos Três Poderes a pé para se reunir com Toffoli, presidente do STF no intuito de pedir que sejam amenizadas as medidas restritivas.

O ato, contudo, foi questionado e considerado uma “pressão indevida contra o STF”. Vale lembrar que o país está entrando na fase mais crítica da pandemia até o momento.

Toffoli, por sua vez, deu a entender que o Brasil conseguiu conduzir “bem essa situação” do enfrentamento ao vírus e defendeu uma coordenação pela retomada econômica.

Nesse sentido, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), falou sobre a retomada da agenda econômica no segundo semestre.

Segundo Maia, as reformas estruturantes como a reforma administrativa e tributária, por exemplo, assumem uma outra dimensão e terão que ser ampliadas além do previsto. “Vamos precisar dialogar com a sociedade para ver que tamanho vão ter essas reformas”, disse ele em videoconferência promovida pelo Santander.


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