Mercados

Economia global está melhorando, mostra indicador da OCDE

Por Fast Trade
09 julho 2020 - 15:00 | Atualizado em 09 julho 2020 - 16:18
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

Apesar das incertezas provocadas pela pandemia do novo coronavírus, a economia global está mostrando sinais de melhora – e isso inclui o Brasil.

De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), seu Indicador Composto Avançado (CLIs, na sigla em inglês) apresentou em junho uma “melhora significativa a partir da desaceleração sem precedente” vivida pela economia mundial no auge da crise, no mês de abril.

Projetado para identificar pontos de viragem no ciclo econômico, esse indicador não anula a fragilidade do momento.

Por aqui, mesmo após bater os 100 mil pontos durante as primeiras horas de negociação, o  Ibovespa virou para queda, refletindo o cenário externo.

Segundo a OCDE, alguns fatores contribuem para a incerteza sobre a recuperação, como a possibilidade de futuros lockdowns pelo mundo.

O aumento de casos nos EUA vem pressionando muitos índices da economia global, inclusive no continente asiático, apesar de indicadores econômicos positivos.

Embora o indicador permaneça abaixo dos níveis pré-pandemia e até mesmo das tendências de longo prazo, foi justamente quando o isolamento passou a ser flexibilizado que houve uma forte melhora na maioria das grandes economias.

China e a disparidade da economia global

Protagonista deste movimento de recuperação, a potência asiática aparece como o único país com “sinais de crescimento recobrando o impulso”, segundo o Valor Econômico.

Praticamente todos os outros componentes da economia global estão “abrandando a desaceleração”, inclusive as grandes economias emergentes, conforme a reportagem.

Esse indicador procura prever momentos de virada da atividade econômica com seis a nove meses de antecedência, portanto, a OCDE sugere cuidado na sua interpretação.

É importante reiterar as fortes incertezas sobre o impacto dos lockdowns e períodos de transição. Inclusive, a capacidade do indicador tem sido reduzida nesse cenário. Assim sendo, o mecanismo não deve ser visto como medida do grau de contração da atividade econômica, mas sim como indicador ”da força do sinal”.

Por fim, no índice em que 100 representa a média de longo prazo, os países da OCDE passaram de 95,3 (maio) para 97,1 (junho). O índice da China permaneceu em 99,3, o mesmo que o de maio. No Brasil, o índice que batia 101,6 em fevereiro, ficou em 98,9.

Antes, o índice chegou a cair para 94,7 em abril, mês considerado pelos especialistas “o mais cruel” de todos desde o começo da pandemia. Nos EUA o índice avançou de 94,3 para 95,7; na zona do euro, de 94,8 para 97,2.


Sobre o autor