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Economia em marcha lenta: serviços impactam e endividamento atinge maior nível em 3 anos

Por Pablo Vinicius Souza
12 agosto 2019 - 09:08
atividade econômica (prévia do PIB); Banco Central
Foto: Arquivo Istoé

Com economia em marcha lenta, volume de serviços prestados impacta negativamente e o endividamento atinge maior nível em 3 anos.

Segundo o Banco Central, o endividamento das famílias saltou para 44,04% (maio), em relação à renda acumulada em 12 meses.

Desse modo, marcou sua sétima alta mensal consecutiva, assim como o maior nível desde abril de 2016, quando atingiu 44,2%.

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) sinalizou que o percentual de famílias endividadas passou de 64% (junho) para 64,1% (julho).

Levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que a cada dez consumidores que começaram o mês de agosto com o CPF inscrito na lista de inadimplentes, 37% devem até R$ 500.

Além disso, o volume de serviços prestados na economia brasileira também tem deixado a economia em marcha lenta.

Em junho, o índice caiu e foi inferior em 2,3% ao patamar observado em dezembro de 2018.

O quadro negativou mesmo descontando o efeito calendário. A fraqueza dos serviços aparece tanto no curto como no longo prazo.

Esse setor representa, aproximadamente, 70% do Produto Interno Bruto (PIB).

Assim sendo, influencia diretamente na atividade econômica.

De acordo com os economistas do Banco Itaú, o PIB retraiu 0,7% em junho, influenciado por serviços e indústria.

Hoje, o mercado estima uma recuperação fraca para a economia brasileira, empurrando as expectativas mais otimistas para o futuro.

A receita nominal caiu 1,1% entre maio e junho e cresceu apenas 0,4% entre os meses de junho na comparação anual de 2018 e 2019. Ademais, retração do volume entre maio e junho foi registrada nas cinco atividades pesquisadas, sendo mais intensa nos serviços de informação e comunicação (-2,6%).


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