Economia

Economia cresceu 1,4% em julho na 1ª prévia e a produção industrial cresceu 8%

Por Fast Trade
04 setembro 2020 - 07:00 | Atualizado em 04 setembro 2020 - 07:39
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A primeira prévia do Indicador de Atividade Econômica da Fundação Getúlio Vargas (IAE-FGV) mostrou que a economia cresceu 1,4% em julho ante junho.

Conforme a mostragem, o IAE-FGV contraiu 4,4% no trimestre móvel encerrado em julho frente ao trimestre móvel encerrado em abril.

Além disso, o índice apresentado na véspera (3) mostrou que a economia despencou 6,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Embora sejam resultados resultados “muito negativos”, esses números são ainda melhores do que as variações observadas no mês anterior, segundo destacou a FGV em nota.

“Com esses resultados, a taxa acumulada em 12 meses até julho foi de -2,9% e o acumulado no ano até julho de -5,9%”, declarou.

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Tendência da economia brasileira

Para quem não sabe, o Indicador de Atividade Econômica da Fundação Getúlio Vargas é um índice mensal usado para antecipar a tendência da economia brasileira.

Em cada mês, a FGV divulga duas versões preliminares e uma definitiva por mês, de acordo com a reportagem feita pela Agência Brasil.

Esses resultados se baseiam em pesquisas mensais sobre setores econômicos apuradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Inclusive falaremos sobre a produção industrial.

Assim, o indicador toma como base a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) e Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

Contudo, o IAE de julho foi o último resultado com divulgação pública, segundo a própria FGV. Portanto, esse indicador voltará a ser “um produto exclusivamente privado” a partir de outubro, período usado para se calcular o desempenho de agosto.

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Produção industrial cresceu 8% de junho para julho, aponta IBGE

E por falar nos dados que apoiam a medição da economia pela FGV, por meio do IAE, o IBGE divulgou ontem dados da produção industrial.

Segundo o instituto de estatísticas, a produção industrial brasileira avançou 8% na mesma base de comparação que o IAE-FGV, isto é, de junho para julho.

O resultado marca a terceira alta seguida para o indicador, que ainda não conseguiu eliminar as perdas de 27% computadas no segundo bimestre do ano.

Nesse contexto, o IBGE refere-se aos efeitos provocados pela pandemia do novo coronavírus, que, segundo especialistas do mercado, teve abril como seu “fundo do poço”.

Do mesmo modo, produção cresceu (+8,8%) na média móvel trimestral, mas não seguiu essa mesma tendência de valorização em outros tipos de comparação.

Quando comparado a julho de 2019, por exemplo, a produção industrial declinou -3%, -9,6% no acumulado do ano e -5,7% no acumulado de 12 meses.

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Catalisadores

Destrinchando os dados apresentados pelo IBGE sobre a produção industrial, nota-se que o salto de 8% em julho é resultado de altas nas quatro grandes categorias econômicas da indústria, sobretudo os bens de consumo duráveis (42%).

Além disso, os bens de capital que compreendem as máquinas e os equipamentos usados no setor produtivo, cresceram 15%.

Já os insumos industrializados usados no setor produtivo (reconhecidos como “bens intermediários) avançaram 8,4%, seguidos dos bens de consumo semi e não duráveis (+4,7%).

A pesquisa revelou que 25 dos 26 ramos pesquisados entre as atividades industriais cresceram na passagem de junho para julho, principalmente o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias (43,9%).

De acordo com o pesquisador do IBGE, André Macedo, “a indústria automotiva puxa diversos setores em conjunto, sendo o ponto principal de outras cadeias produtivas”.

Por fim, também houve altas significativas na metalurgia (18,7%), indústrias extrativas (6,7%), máquinas e equipamentos (14,2%), coque e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,8%).

Em contrapartida, o ramo de impressão e reprodução de gravações despencou -40,6%.

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