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E-commerce do Magazine Luiza (MGLU3) eleva sua participação de mercado

Por Fast Trade
09 março 2021 - 07:00 | Atualizado em 09 março 2021 - 07:30
Magazine Luiza CBA

O Magazine Luiza (MGLU3) revelou um ganho consistente de participação de mercado no ano passado, sustentado em grande parte pelo e-commerce.

Conforme o release financeiro da empresa, suas vendas totais dispararam 66,1% apenas no último trimestre, para R$14,9 bilhões.

Nesse sentido, leva-se em consideração tanto as lojas físicas, como o e-commerce com estoque próprio e marketplace.

Esse expressivo aumento foi catapultado pela alta de 120,7% no e-commerce total e de 15,7% nas lojas físicas.

Como resultado, a varejista renovou a maior participação de mercado para o trimestre desde a sua fundação.

Assim, anunciou ao mercado uma expansão de 5,1 p.p. na comparação anual com o último trimestre de 2019, segundo a GFK.

Já no acumulado dos 12 meses de 2020, o crescimento das vendas totais do Magalu foi de 59,6%.

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E-commerce e receita

Com os impactos da pandemia no Brasil, veio também um novo tempo para o e-commerce em geral.

De acordo com o E-bit, o comércio eletrônico formal brasileiro cresceu 32,2% apenas nos últimos três meses do ano passado.

“O Magalu foi além, cresceu muito mais que o mercado, e consolidou a liderança no e-commerce formal”, disse a varejista em comunicado.

Uma vez que as mais de mil lojas físicas do Magazine Luiza chegaram a ser fechadas em decorrência das medidas de restrição à atividade, que tinham como propósito o controle do contágio da covid-19, a empresa valeu-se de seu processo de digitalização já em andamento.

Só para ilustrar, as vendas do e-commerce da varejista dispararam 120,7% no 4T20, e responderam por 63,8% das vendas totais.

Ao mesmo tempo, as vendas no e-commerce com estoque próprio (1P) cresceram 119,8%, ao passo que o marketplace contribuiu com R$ 2,6 bilhões (+122,9%).

Além disso, o app Magalu contribuiu para o forte ganho de marketshare da Companhia em ano tão atípico, com 33 milhões de usuários ativos mensais.

Assim também, a entrega mais rápida do varejo, bem como a evolução do marketplace e o crescimento das novas categorias também aumentaram a sua participação.

Entre outubro, novembro e dezembro, a receita bruta total do Magazine Luiza cresceu 58,4%, para R$ 12,5 bilhões.

Além do comércio eletrônico, “a excelente performance das lojas físicas no trimestre contribuíram para a evolução da receita bruta”, segundo a empresa.

Nesse sentido, a receita de serviços aumentou 51,8% no 4T20, puxado principalmente pela alta do Marketplace e do Magalu Pagamentos.

Com isso, a receita bruta da empresa aumentou em 48,2% na passagem de 2019 para 2020, somando R$ 36,1 bilhões.

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Geração de caixa e lucro do Magazine Luiza

Ajustado pelos recebíveis, o fluxo de caixa das operações Magalu atingiu R$ 2,1 bilhões no último trimestre de 2020.

O resultado contribuiu para a elevação de 104% da geração de caixa ajustada nos últimos 12 meses da Companhia, para R$ 3,1 bilhões.

Conforme o release da empresa, o caixa foi impactado pelos resultados positivos, mas também pela variação do capital de giro.

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Ademais, as despesas operacionais ajustadas da empresa em relação à receita líquida atingiram um dos menores percentuais da sua história (19,7% no 4T20).

Na passagem do 4T19 para o 4T20, as despesas operacionais ajustadas do Magazine Luiza diminuíram 1,4 p.p..

Por fim, o Magazine Luiza reportou um lucro líquido ajustado de outubro a dezembro de R$ 232,1 milhões (+39,8% A/A).

Beneficiado pelo e-commerce, o lucro do Magalu também subiu a partir da diminuição das despesas operacionais e financeiras.

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