Dólar e Câmbio

Dólar volta a R$5,08 com foco na China e no Copom

Por Fast Trade
15 dezembro 2020 - 19:39 | Atualizado em 15 dezembro 2020 - 20:18
Evergrande evita calote

O dólar comercial fechou em queda de 0,72% nesta terça-feira (15), na cotação de R$5,0860 na venda, com foco nos indicadores da China e no Copom.

Em um dia favorável às moedas emergentes, a divisa americana perdeu terreno em quase todos os mercados de câmbio.

Nesse sentido, o grande catalisador do movimento positivo foi o crescimento de 7% nos dados de produção industrial chineses de novembro.

Ao mesmo tempo, as vendas no atacado do gigante asiático subiram 5%, ligeiramente abaixo das estimativas do mercado, mas ainda sinalizando um volume comercial forte.

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Com isso, a exemplo de seus pares, o real ganhou força e devolveu parte das perdas registradas no ano.

Por aqui, ficou em destaque o conteúdo da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, que mostrou um tom mais brando do que o esperado.

Acima de tudo, o documento revelou que o forward guidance deve ser retirado apenas no final do primeiro trimestre.

Em contrapartida, é provável que tenhamos aumento na taxa básica de juros somente em meados do segundo trimestre.

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Por isso, deve demorar para ocorrer o aumento do diferencial de juros entre o Brasil e o exterior.

Ao mesmo tempo, o mercado está monitorando as movimentações em Brasília para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), inicialmente agendada para amanhã.

Há uma grande dúvida se realmente ocorrerá essa votação, já que antes, os parlamentares devem apreciar os vetos presidenciais.

Juros futuros recuam de olho no Banco Central no leilão de títulos do Tesouro

Os contratos de juros futuros encerraram com redução nas taxas, refletindo a ata do Copom e o leilão de títulos do Tesouro.

O comunicado do Banco Central reforçou que haverá a retirada dos estímulos, porém, de forma gradual.

Desse modo, os vértices curtos e intermediários sofreram um movimento de baixa mais acentuado, precificando um cenário positivo para a Selic.

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Além disso, a oferta menor do que o esperado dos títulos NTN-Bs, com vencimento em maio de 2023, trouxe alívio à curva a termo.

O DI março/2021 recuou 1,81%, na cotação de 1,94% (1,95% no ajuste anterior), o DI abril/2023 caiu para 4,55% (4,65% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 cedeu para 6,31% (6,39% no ajuste anterior).

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