Dólar e índice

Dólar vira para alta e fecha a R$5,59 com foco no Covid-19

Por Fast Trade
14 outubro 2020 - 18:32 | Atualizado em 14 outubro 2020 - 19:50

O dólar comercial fechou em alta de 0,38% nesta quarta-feira (14), na cotação de R$5,5980 na venda, com foco no Covid-19.

Depois de oscilar em queda na abertura, a divisa americana mudou de direção, após a França voltar com o toque de recolher em algumas cidades.

Nesse sentido, a segunda onda de contágio do vírus está preocupando as autoridades europeias, porque está se espalhando mais rápido que o previsto.

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Enquanto isso, nos Estados Unidos, a Casa Branca admitiu ter sérias dificuldades em aprovar o pacote de estímulos antes das eleições de novembro.

Os investidores ainda alimentavam a expectativa de que os parlamentares conseguiriam aprovar uma ajuda financeira, tendo em vista a forte desaceleração do ritmo de recuperação.

Também no radar, o anúncio da suspensão dos testes das vacinas desenvolvidas pela Johnson & Johnson e pela Eli Lilly, provocou cautela no mercado.

Por aqui, na ausência de notícias sobre a situação fiscal, as atenções se concentraram no presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que voltou a destacar a importância do controle de gastos para a condução da política monetária.

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Ele também ressaltou que a instituição poderá encerrar as práticas de “forward guidance” caso a diretriz fiscal seja desrespeitada.

Em relatório, analistas do Citi Banking pontuaram que a intervenção do BC na véspera, vendendo US$560 milhões, reforça a percepção de que os riscos fiscais estão travando a valorização do real.

Por esse motivo, é tão importante que o governo continue na trajetória de redução do déficit e cumprimento da legislação.

Juros futuros fecham em queda reagindo à estratégia do Tesouro

Os contratos de juros futuros fecharam com redução nas taxas em todos períodos, ainda reagindo à estratégia do Tesouro Nacional.

O órgão decidiu concentrar sua oferta em LTFs para 2022 e NTN-Bs para 2023, o que deve aquecer a demanda por títulos de curto prazo.

Ao mesmo tempo, o Banco Central decidiu fixar um limite de rolagem para compromissadas que vencem no final deste mês e reduzir o prazo destas operações de seis para três meses nas pós-fixadas.

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Nesse sentido, o diretor de política monetária do BC, Bruno Serra, explicou que a redução das compromissadas é algo natural quando o país precisa alterar o perfil da dívida pública.

O DI fevereiro/2021 caiu para 2,04% (2,05% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 recuou para 5,40% (5,47% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 cedeu para 7,36% (7,38% o ajuste anterior).

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