Dólar e Câmbio

Dólar vira para alta e fecha a R$5,29 à espera do Copom

Por Fast Trade
05 agosto 2020 - 17:51 | Atualizado em 05 agosto 2020 - 18:36
maior fechamento desde maio

O dólar comercial fechou em alta de 0,15% nesta quarta-feira (05), na cotação de R$5,2940 na venda, com a decisão de juros do Copom protagonizando as expectativas.

Depois de abrir em queda seguindo o tom otimista do exterior, a divisa americana mudou de direção apoiada pelas discussões sobre a reforma tributária.

Nesse sentido, os investidores avaliaram o potencial de atraso na aprovação do projeto, tendo em vista que qualquer alteração nos tributos pode impactar diversos setores.

Ademais, existe um certo temor quanto ao aspecto fiscal, já que a pandemia tem provocado um expressivo aumento nos gastos públicos.

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O Ministro da Economia, Paulo Guedes, participou de uma audiência na Comissão Parlamentar Mista que está analisando a proposta de alteração na sistemática dos tributos.

Segundo ele, não haverá aumento nos encargos fiscais, apenas uma simplificação, que beneficiará tanto o contribuinte quanto a estrutura governamental.

Outro fator de peso foi a expectativa pelo desfecho da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que, certamente, vai divulgar a sua decisão por volta das 18h.

O mercado prevê um corte residual de 0,25% na taxa Selic, que deve passar à mínima histórica de 2% ao ano, para estimular a atividade doméstica.

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Enquanto isso, no exterior, a pesquisa ADP do setor privado dos EUA revelou que, durante o mês de julho, foram criados 167 mil novos postos de trabalho na maior economia do mundo.

Dessa forma, o resultado considerado uma prévia do relatório de empregos (payroll) veio muito abaixo das expectativas do mercado, que previa a geração de 1 milhão de postos de trabalho no período.

Juros Futuros avançam pressionados pelo cenário de risco fiscal

Os contratos de juros futuros encerraram com elevação nas taxas de ponta a ponta da curva, precificando o cenário de risco fiscal.

As preocupações com o endividamento público se acentuaram após Guedes admitir a possiblidade de extensão do auxílio emergencial, para minimizar os impactos da pandemia.

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Desse modo, os DIs de curto prazo acompanharam a valorização do câmbio, porém, com movimentos limitados à espera da decisão de juros do Banco Central.  

O DI janeiro/2021 avançou para 1,95% (1,91% no ajuste anterior), o DI julho/2023 subiu para 4,30% (4,23% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 aumentou para 6,27% (6,18% o ajuste anterior).

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