Dólar e índice

Dólar vira para alta com divergência política e cautela antes do Copom

Por Fast Trade
15 setembro 2020 - 11:55 | Atualizado em 15 setembro 2020 - 13:06

O dólar comercial virou para alta nesta terça-feira (15), refletindo o clima de divergência política em Brasília e a postura de cautela antes do Copom.

Depois de abrir em queda, seguindo o tom positivo nos mercados internacionais, a divisa americana mudou de direção, com foco na cena doméstica.

Ficou no radar, as declarações de Jair Bolsonaro ao dizer que “está proibido falar sobre o Renda Brasil”, criticando as propostas da equipe econômica divulgadas na mídia.

Acima de tudo, o presidente ressaltou que congelar aposentadorias ou cortar auxílio para idosos e pessoas com deficiência “é um grande devaneio de alguém que está desconectado com a realidade”.

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Diante de um claro processo de “fritura” do ministro Paulo Guedes, os investidores optaram por reduzir a exposição, tendo em vista o cenário de grande incerteza.

Com um quadro fiscal já deteriorado e sob forte risco de ruptura do teto dos gastos ao longo de 2021, a possível saída de Guedes, certamente, resultará em uma situação nebulosa nas contas públicas.

Ao mesmo tempo, o sentimento de cautela prevalecia antes da “Super-Quarta”, na qual, serão divulgadas as decisões de juros no Brasil (Copom) e nos Estados Unidos (Federal Reserve).

Enquanto isso, no exterior, o acelerado ritmo de recuperação da economia chinesa e as perspectivas econômicas favoráveis da zona do euro conduziam o bom humor do momento.

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No gigante asiático, a produção industrial cresceu 5,6% em agosto, na comparação anual, superando as previsões dos economistas.

Da mesma forma, as vendas do varejo chinês avançaram 0,5%, sinalizando que houve expansão no setor, após o tombo provocado pela pandemia.

Às 11h55 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,11% contra o real, sendo cotado a R$5,2820 na venda.

Juros Futuros avançam em meio ao leilão de Títulos do Tesouro

Os contratos de juros futuros registravam aumento nas taxas em todos os períodos, reagindo às notícias em âmbito local.

A oferta de títulos do Tesouro NTN-B pressionava a adição de prêmio de risco, sobretudo, nos vértices intermediários e longos, onde a demanda é intensa.

Desse modo, os DIs mais curtos apresentavam um movimento moderado, precificando as instabilidades políticas e expectativas de manutenção da Selic.

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O DI janeiro/2021 subia 0,77%, sendo cotado a 1,96% (1,94% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 avançava 0,46% sendo vendido a 6,53% (6,48% no ajuste anterior).

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