Dólar e Câmbio

Dólar tem leve alta refletindo a perspectiva de juros mais altos no Brasil

Por Fast Trade
08 fevereiro 2022 - 19:01 | Atualizado em 08 fevereiro 2022 - 21:22

O dólar comercial fechou em alta de 0,11% nesta terça-feira (08), na cotação de R$ 5,2580 na venda, refletindo a perspectiva de juros mais altos no Brasil. Além disso, o pregão foi de ajustes na divisa americana, embora a demanda por moeda tenha desacelerado no compasso da melhora em Nova York.

Na cena local, ficou em destaque o conteúdo da ata da última reunião de política monetária do Banco Central (BC). Nesse sentido, os dirigentes sinalizaram que o juro básico pode ficar acima de 12% no final do ciclo de aperto na taxa Selic.

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Acima de tudo, o comitê deixou claro que o risco fiscal provocou a necessidade de elevar a taxa de juros a um nível mais contracionista. Isto porque, a atual conjuntura provocou uma alteração no cenário de referência, de modo que o ritmo de altas será mais lento, porém, prolongado.

O colegiado também ressaltou que o risco desancoragem das expectativas de curto prazo continua provocando um viés altista para as projeções quanto ao limite dos juros e isso elevou a demanda por proteção neste pregão.

Nesse sentido, o dólar permanece firme apesar da correção recente, com os investidores reavaliando o posicionamento dos Bancos Centrais, sobretudo, o Federal Reserve, frente ambiente de recomposição das políticas monetárias.

Juros futuros avançam de olho na ata do Copom

Os contratos de juros futuros encerraram com aumento nas taxas ao longo da curva, refletindo o tom mais hawkish do Copom. O conteúdo da ata levou a reprecificação das apostas na Selic, já que o documento deixou evidente que o ciclo de aperto pode durar mais do que o previsto.

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Além disso, o BC informou que podem ocorrer ajustes adicionais, enfraquecendo a tese de que haverá apenas mais um aumento. Até porque, os dirigentes estão trabalhando com um cenário mais longo, em virtude de efeitos da política fiscal na economia.

O DI julho/2022 subiu a 11,69% (11,64% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 12,02% (11,82% no ajuste anterior) e o DI julho/2025 saltou a 11,11% (10,93% no ajuste anterior).

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