Dólar e Câmbio

Dólar tem forte queda com foco em eleição de Biden e atuação do BC

Por Fast Trade
09 novembro 2020 - 13:42 | Atualizado em 09 novembro 2020 - 15:15

O dólar comercial opera em forte queda nesta segunda-feira (09), refletindo a eleição de Biden e a possível atuação do Banco Central no câmbio.

Alinhado à tendência de baixa do exterior, a divisa americana recuava em expectativa à aprovação do pacote de estímulos nos EUA.

Após o democrata Joe Biden vencer as eleições presidenciais, o mercado prevê uma melhora nas negociações da ajuda financeira com o Congresso.

Isto porque, dentre as prioridades do novo chefe da Casa Branca estão o combate à pandemia e a recuperação da maior economia do mundo.

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Tal situação é muito favorável ao Brasil, pois, se trata de um dos maiores parceiros comerciais e que possui influência direta nos ativos domésticos.

Ainda em âmbito internacional, era grande a repercussão sobre a eficácia superior a 90% da vacina experimental desenvolvida em conjunto pelas empresas Pfizer e BioNTech.

Essa notícia trouxe alívio aos mercados, porque renova as esperanças de uma solução para a pandemia no curto prazo, embora a produção do medicamento em grande escala possa demorar.

Além disso, outros fatores locais também contribuíam com o bom desempenho do câmbio, como a possível estratégia do BC para frear a compra de dólares pelos bancos.

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Devido ao ajuste de “overhedge” (proteção excessiva dos mercados) que vai acontecer no final do ano, a instituição avalia uma forma de agir para não permitir que este processo afete o real.

Da mesma forma, ficou em destaque a retomada da agenda de reformas no Congresso, com sinalizações de que as pautas econômicas podem voltar ao centro das discussões.

Às 12h42 (horário de Brasília), o dólar comercial desvalorizava 0,96% contra o real, sendo cotado a R$5,3410 na venda.

Juros futuros recuam em sintonia com o dólar

Os contratos de juros futuros operavam em queda nas taxas em todos os períodos, em sintonia com o alívio no dólar.

Ao mesmo tempo, a vitória de Biden influenciava a retirada do prêmio de risco nos ativos, precificando a melhora no comercial internacional.

Os operadores de mercado também ficarão atentos ao pronunciamento do presidente do BC, Roberto Campos Neto, sobre a dinâmica do cenário macroeconômico.

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O DI fevereiro/2021 recuava 1,75%, na cotação de 1,96% (1,99% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 caía 1,38% sendo vendido a 6,42% (6,53% no ajuste anterior).

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