Dólar e Câmbio

Dólar tem dia volátil com indicadores locais e risco fiscal no radar

Por Fast Trade
02 dezembro 2020 - 13:46 | Atualizado em 02 dezembro 2020 - 16:48
inflação norte americana

O dólar comercial opera volátil nesta quarta-feira (02), refletindo o enfraquecimento dos indicadores locais e as preocupações com a situação fiscal.

Acompanhando o clima de aversão ao risco do exterior, a divisa americana assumia comportamentos mistos contra o real, depois de abrir em queda.

Os investidores repercutiam o crescimento de 1,1% na produção industrial mensurada em outubro, que veio ligeiramente abaixo do consenso do mercado.

Apesar disso, o índice ficou dentro do intervalo projetado (entre 0,40% e 2,50%), o que significa que há um movimento de recuperação no setor.

No cenário político, relatos indicam que a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pode ser mais difícil do que as lideranças do Congresso imaginam.

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Isto porque, a oposição e os partidos menores se mobilizaram para exigir a apreciação do projeto pelas comissões, antes de seguir para votação no plenário.

Nesse sentido, é grande o risco de não aprovação da LDO antes do final do ano e isso gere prejuízos sem precedentes à execução do orçamento em 2021.

Ademais, ainda prevalece no mercado um sentimento de desconfiança em relação ao rumo das contas públicas, sobretudo, diante da possível ampliação dos benefícios assistenciais.

Contudo, as discussões sobre o Bolsa Família ou qualquer outra medida semelhante ficarão para fevereiro, após o recesso parlamentar.

Às 12h45 (horário de Brasília), o dólar comercial desvalorizava 0,10% contra o real, sendo cotado a R$5,2250 na venda.

Contexto Internacional

Lá fora, o grande catalisador do câmbio era a notícia de que o Reino Unido aprovou a utilização emergencial da vacina desenvolvida pelas companhias Pfizer e BioNTech.

Desse modo, a vacinação em massa deve começar na próxima semana, em uma tentativa de conter a disseminação do vírus no país.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, as discussões sobre o pacote de estímulos voltaram ao radar, tendo em vista a desaceleração da recuperação econômica.

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Outro fator de destaque é a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, que pode conter indícios sobre os próximos passos da instituição.

Acima de tudo, o mercado reagia à divulgação do relatório de empregos do setor privado dos EUA, que mostrou a criação de 307 mil novas vagas em novembro.

Este resultado ficou abaixo do previsto e também foi menor em comparação ao mês passado, evidenciando as dificuldades estruturais do cenário norte-americano.

Juros futuros registram queda com foco nos indicadores locais e o na inflação

Os contratos de juros futuros registravam forte queda nas taxas ao longo da curva, reagindo aos movimentos do ambiente doméstico.

Ancorados no aumento da demanda por títulos públicos, os DIs continuavam com a queima de prêmio de risco.

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Também ficou em destaque a autorização da Aneel para o reajuste nas tarifas das contas de luz, o que deve pressionar, ainda mais, a inflação.

O DI janeiro/2021 caía 0,93%, na cotação de 1,91% (1,92% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 subia 0,30% sendo vendido a 6,72% (6,70% no ajuste anterior).

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