Dólar e índice

Dólar sobe a R$5,84 em novo recorde após queda da Selic

Por Fast Trade
07 maio 2020 - 17:45 | Atualizado em 07 maio 2020 - 18:54
pós-superquarta

O dólar comercial subiu 2,44% nesta quinta-feira (07), fechando na cotação de R$5,8430 na venda, em um novo recorde nominal, após a queda da Selic.

Em um movimento de forte demanda por proteção, o mercado se mostrou surpreso com a postura mais agressiva do Banco Central.

Ao reduzir a taxa básica de juros em 0,75%, a instituição adotou uma estratégia peculiar, assumindo maior risco diante de um cenário repleto de turbulências.

Além disso, o comunicado do Copom sinalizou para a possibilidade de haver nova redução na próxima reunião do Comitê, agendada para junho.

Como consequência, a decisão provocou um forte ajuste no real, que operou pressionado devido à perda de atratividade em relação às demais divisas no exterior.

Além disso, com a Selic na mínima histórica de 3% ao ano, as perspectivas de redução do fluxo de capital desencadearam a busca por um novo patamar de equilíbrio, o que também contribuiu para a desvalorização local.

Na tentativa de amenizar os níveis de liquidez, a autoridade monetária realizou um leilão de 10 mil contratos de swap cambial, que foram absorvidos integralmente.

Contudo, a ação não teve efeito sobre a moeda brasileira, que, além da crise sanitária, vem enfrentando uma crise política entre governo e Congresso.

Juros futuro refletem Copom e tônica cambial

Os contratos de juros futuros encerraram com forte declínio nas taxas de curto prazo e correção de alta nas taxas intermediárias e longas.

Isso porque, o corte agressivo na taxa Selic abriu espaço para a retirada do prêmio de risco nos DIs mais curtos, que refletiram o ambiente de maior flexibilização.

Em contrapartida, os vértices de longo prazo achataram a curva a termo, após os investidores de renda fixa adicionarem prêmio, seguindo a tônica cambial.

O DI outubro/2020 caiu para 2,59% (2,81% no ajuste anterior), o DI abril/2023 recuou para 4,89% (4,95% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 saltou para 7,14% (6,91% no ajuste anterior).       

Dólar sobe a R$5,84 em novo recorde após queda da Selic    

Acompanhe as últimas notícias do mercado financeiro:

Petróleo fecha em queda apesar da demanda chinesa e preço de venda da Arábia Saudita

“Economia também é vida”; Bolsonaro pede flexibilização para impedir o colapso econômico


Sobre o autor