Dólar e índice

Dólar sobe a R$5,49 pressionado pelas incertezas do quadro fiscal

Por Fast Trade
17 agosto 2020 - 17:47 | Atualizado em 17 agosto 2020 - 18:40
Dólar cai com exterior favorável e mira R$5,00 no primeiro pregão de

O dólar comercial fechou em alta de 1,31% nesta segunda-feira (17), na cotação de R$5,4980 na venda, pressionado pelas incertezas do quadro fiscal.

Depois de fazer uma abertura volátil, a divisa americana acelerou os ganhos no câmbio interno, levando o real a contabilizar um dos piores desempenhos do dia.

Nesse sentido, ficaram em pauta temas como as ameaças ao teto de gastos e a possível saída do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Desde que o presidente Jair Bolsonaro começou a dar sinais de que poderá autorizar o aumento da dívida pública, o mercado tem reagido com cautela.

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Isto porque, a popularidade do chefe do executivo cresceu com a concessão do auxílio emergencial, o que está motivando um “drible” no teto de gastos também em 2021.

Contudo, isso vai de encontro às propostas da equipe econômica, que defende com veemência o controle do déficit público e a retomada do crescimento com investimentos privados.

No final de semana, durante uma conversa com a Arko Advice, Guedes reiterou sua disposição em ficar no governo e dar continuidade à agenda liberal.

Mesmo assim, o mercado segue no compasso de espera, enquanto o Planalto não demonstrar, com ações efetivas, que pretende continuar com o ajuste fiscal.

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Outro fator de destaque foi a saída do subsecretário de Política Macroeconômica, Vladimir Kuhl, embora sua demissão tenha sido motivada por uma doença na família.

Após a “debandada” de Salim Mattar e Paulo Uebel, os investidores ficaram receosos, avaliando os impactos de mais uma baixa na equipe econômica.

Também ficou no radar, a intervenção do Banco Central através da venda de 12 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem, com o objetivo de prover liquidez ao mercado interno.

Juros Futuros se ajustam em alta de olho nos riscos fiscais

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram com elevação nas taxas em todos os períodos, reagindo aos riscos fiscais do cenário macroeconômico.

Precificando uma situação de piora no déficit público, os DIs de longo prazo registraram valorização, com o retorno dos contratos alcançando o patamar de 7%.

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Desse modo, a recomposição do prêmio de risco aconteceu, com maior intensidade, nos vértices intermediários e longos, apesar do alívio gerado pela baixa dos títulos do Tesouro americano (T-bonds).

O DI janeiro/2021 avançou para 1,92% (1,90% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 saltou para 4,96% (4,84% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 subiu para 6,52% (6,33% o ajuste anterior).

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Dólar sobe a R$5,49 pressionado pelas incertezas do quadro fiscal

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