Dólar e índice

Dólar sobe a R$5,43 pressionado pelas dúvidas sobre o quadro fiscal

Por Fast Trade
23 novembro 2020 - 19:22 | Atualizado em 23 novembro 2020 - 20:30

O dólar comercial fechou em alta de 1,31% nesta segunda-feira (23), na cotação de R$5,4330 na venda, pressionado pelas dúvidas sobre o quadro fiscal.

Em uma sessão de ajuste técnico para a divisa americana, o real contabilizou o terceiro pior desempenho do dia, atrás apenas da lira turca e do peso chileno.

Lá fora, o clima de alívio prevaleceu após estudos clínicos indicarem que os testes com o medicamento desenvolvido pela AstraZeneca demonstraram eficácia de 62% a 90%.

Da mesma forma, as vacinas da Pfizer e da Moderna demonstraram resultados satisfatórios na imunização dos pacientes infectados.

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Em meio à disputa por uma solução eficaz contra o Covid-19, a expectativa pela vacinação em massa impulsionou as principais moedas emergentes.

Nesse sentido, as questões políticas prejudicaram a divisa brasileira, sobretudo, o apertado calendário de votações no Congresso e as pressões fiscais.

Ficou em destaque as incertezas sobre o controle dos gastos públicos e da inflação em 2021. Acima de tudo, os investidores colocaram em xeque o ritmo de recuperação na economia do país.

Ademais, com a obstrução das principais pautas macroeconômicas no Congresso, as atenções se voltaram às explicações do ministro da Economia, Paulo Guedes.

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Durante um evento com empresários, ele admitiu que o governo cometeu erros na condução da pandemia, principalmente, em relação às privatizações.

Em contrapartida, o ministro disse que os projetos foram executados corretamente e que as exportações estão em alta e a criação de empregos no mercado de trabalho está indo muito bem.

Ao mesmo tempo, Guedes enfatizou a prioridade na retomada da agenda liberal após as eleições e na implementação do controle rígido das despesas.

Juros futuros avançam com foco no cenário fiscal

Os contratos de juros futuros contabilizaram aumento nas taxas em todos os períodos, reagindo às incertezas sobre os rumos do quadro fiscal.

Isto porque, com a pauta econômica suspensa no Congresso Nacional, os investidores têm adicionado prêmios de risco cada vez mais elevados.

Frente à perspectiva de continuidade do auxílio emergencial por mais alguns meses, é provável que ocorra um aumento nos gastos públicos também em 2021.

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Por este motivo, o avanço nos trechos intermediários e longos ajudou a curva brasileira a apresentar a maior inclinação dentre os principais mercados emergentes.

O DI fevereiro/2021 subiu para 1,98% (1,96% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 avançou para 6,17% (6,06% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 saltou para 7,48% (7,36% o ajuste anterior).

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