Dólar e índice

Dólar sobe a R$5,38 com exterior e saúde de Bolsonaro

Por Fast Trade
07 julho 2020 - 17:53 | Atualizado em 07 julho 2020 - 18:43

O dólar comercial subiu 0,58% nesta terça-feira (07), fechando na cotação de R$5,3820 na venda, em atenção ao mau humor externo e à saúde de Bolsonaro.

Depois de abrir em alta, a divisa americana operou volátil, porém, assumiu viés de alta após o presidente informar que testou positivo para a Covid-19.

Jair Bolsonaro disse que está se sentindo bem e que tomou um composto com hidroxicloroquina e azitromicina logo no início dos sintomas.

Embora não haja confirmação quanto à eficácia dos medicamentos, o chefe do Planalto insiste que essa é uma alternativa adequada no combate à doença.

Como Bolsonaro teve contato com diversas outras pessoas, dentre ministros e membros do governo, o centro político de Brasília está em alerta geral.

Os investidores também monitoraram as falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao afirmar que a recuperação econômica será acelerada no período pós-pandemia.

Assim, durante uma entrevista à TV Record, o executivo comentou que as projeções para a inflação em 2020-2021 estão confortáveis e continuam centradas na meta.

Ele também sinalizou que a taxa Selic pode sofrer uma redução moderada na próxima reunião, reconhecendo que há um pequeno espaço para novos estímulos.

Nesse sentido, Campos Neto destacou que há expectativa de alcançar um novo ponto de equilíbrio no câmbio local, contudo, esse novo patamar tende a ser de juro mais baixo e dólar mais alto.

Enquanto isso, no exterior, predominava o clima de cautela após as projeções da Comissão Europeia indicarem uma contração maior, de 8,3% no Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro.

Ao mesmo tempo, as atenções se concentravam no aumento do número de novos casos de coronavírus nos Estados Unidos e os potenciais impactos na recuperação.

Juros Futuros avançam seguindo a aversão ao risco do mercado global

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram majoritariamente em alta, seguindo o clima de aversão ao risco no cenário externo.

Dessa forma, os vértices intermediários e longos atingiram as máximas após o diagnóstico do presidente, revelando cautela frente à situação política.

Além disso, as incertezas recorrentes sobre a estabilidade do governo e a condução da agenda de reformas voltaram à pauta, sobretudo, porque não se sabe as consequências do vírus na saúde de Bolsonaro.

O DI dezembro/2020 subiu para 2,10% (2,09% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 4,57% (4,48% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 saltou para 6,09% (5,99% o ajuste anterior).

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