Dólar e índice

Dólar sobe a R$5,34, mas fecha novembro com perdas de 6,8%

Por Fast Trade
30 novembro 2020 - 19:24 | Atualizado em 30 novembro 2020 - 20:15
NY de olho em opções

O dólar comercial fechou em alta nesta segunda-feira (30), na cotação de R$5,3490 na venda, apesar de ter contabilizado perdas de 6,82% em novembro.

O apetite a ativos de risco registrado ao longo do mês abriu espaço para uma breve correção na moeda brasileira no último pregão.

Mesmo assim, esse movimento não apagou o melhor desempenho mensal do real em mais de dois anos, acompanhando a volta do fluxo de capitais.

Nesse sentido, em relação à Ptax de venda do Banco Central, a divisa americana caiu 7,63%, concluindo a mais intensa desvalorização da história.

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Da mesma forma, outras moedas emergentes e atreladas ao desempenho das commodities também apresentaram uma excelente performance no mês.

Outro fator de grande influência no pregão foi o aumento do volume ofertado pelo BC de contratos de swap cambial tradicional para rolagem.

Ao todo, foram vendidos 16 mil contratos, uma quantidade muito superior ao normal e que está sendo utilizada para combater os efeitos das operações de “overhedge” típicas do final do ano.

No radar doméstico, ficou em destaque o fortalecimento dos partidos do Centrão ao alcançar a maioria das prefeituras das capitais brasileiras.

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Embora este resultado não influencie o andamento das pautas econômicas no Congresso, é provável que esta hegemonia beneficie a liderança do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Seja como candidato a reeleição à presidência da Casa, seja como pessoa que vai indicar um sucessor de confiança para o cargo, Maia deve protagonizar os próximos movimentos.

Apesar disso, a agenda de votações ligadas às questões fiscais ainda deve ficar muito dependente das articulações por parte do governo.

Juros futuros fecham em alta com foco nas articulações no Congresso

Os contratos de juros futuros encerraram majoritariamente em alta, de olho nas articulações do Congresso para a votação das pautas econômicas.

Nesse sentido, a expectativa frente ao cumprimento do teto de gastos ajudou a desacelerar a adição de prêmio de risco ao longo da curva.

No entanto, a revisão das projeções orçamentárias para 2021 e a perspectiva de aumento dos níveis de inflação voltaram a preocupar os investidores.

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Os vértices intermediários e longos foram os mais afetados, embora os comentários do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tenham aliviado a pressão nos DIs.

O DI maio/2021 subiu para 2,17% (2,15% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 avançou para 5,90% (5,84% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 saltou para 7,20% (7,11% o ajuste anterior).

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