Dólar e Câmbio

Dólar sobe a R$ 5,14 repercutindo a inflação e o mau humor internacional

Por Fast Trade
11 maio 2022 - 18:32 | Atualizado em 11 maio 2022 - 19:34
Fed

O dólar comercial fechou em alta de 0,16% nesta quarta-feira (11), na cotação de R$ 51410 na venda, repercutindo os dados de inflação. Depois de oscilar a maior parte do dia, a divisa americana se firmou em território positivo, absorvendo a piora do humor nos mercados internacionais.

Em meio às preocupações de um possível quadro de recessão, os investidores adotaram uma postura de cautela, acreditando que o ciclo dos juros será prolongado. Isto porque a inflação, tanto no Brasil quanto nos EUA, continua forte e persistente, alcançando, sobretudo, os grupos de itens considerados núcleos.

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Divulgado hoje, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano avançou 0,3% na passagem de março para abril, atingindo o patamar de 8,3% no acumulado de 12 meses. Embora na comparação anual, a pressão altista tenha prevalecido, em relação a março, houve uma expressiva desaceleração.

Da mesma forma, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial brasileiro, subiu 1,06% em abril, registrando a maior alta para o mês desde 1996. Desse modo, crescem as perspectivas de novo reajuste nos juros na reunião do Banco Central em junho.

Novamente, o real perdeu força frente à saída de recursos do câmbio local. Nesse sentido, o dólar fez mais um dia de valorização, ficando perto de encostar na média móvel de 100 dias, uma região que possui um viés comprador muito forte.

Juros futuros avançam de olho no IPCA e no aumento das commodities

Os contratos de juros futuros encerraram com aumento nas taxas, reagindo ao salto dos níveis de inflação e à valorização das commodities. Ademais, os vértices de curto prazo, ainda muito sensíveis à política monetária, registraram variações positivas de até 20 pontos-base, em sintonia com as apostas de um ciclo monetário mais apertado.

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Ao mesmo tempo, a inflação mensurada pelo IPCA e pelo CPI também deixou a curva a termo mais pressionada, sobretudo, nos trechos mais curtos. Nesse sentido, vale destacar que a renda fixa dos EUA ficou mais achatada, com leve redução nos rendimentos dos vértices curtos e longos, precificando um aumento maior nos juros.

O DI novembro/2022 subiu a 13,28% (13,20% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 avançou a 13,00% (12,86% no ajuste anterior) e o DI outubro/2025 saltou a 12,28% (12,22% no ajuste anterior).

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