Dólar e Câmbio

Dólar sobe 1,04% e atinge o maior nível em 4 meses de olho no quadro fiscal

Por Fast Trade
23 junho 2022 - 18:30 | Atualizado em 23 junho 2022 - 19:27
maior fechamento desde maio

O dólar comercial fechou em alta de 1,04% nesta quinta-feira (23), na cotação de R$ 5,2290 na venda, atingindo o maior nível em quatro meses. Com foco nas incertezas do quadro fiscal, a divisa americana se fortaleceu, depois de oscilar entre perdas e ganhos durante as primeiras horas de pregão.

Nesse sentido, a perspectiva de uma política monetária global mais apertada renovou as preocupações com um possível cenário de recessão. Sobretudo, neste momento em que o governo brasileiro está discutindo ampliar os gastos públicos para fazer frente ao aumento dos combustíveis.

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No Congresso, estão sendo discutidas algumas medidas que podem impactar severamente o orçamento do ano que vem. Por exemplo, os parlamentares estão avaliando o reajuste no valor do Auxílio Brasil, o aumento do vale-gás e a criação de um voucher que será concedido aos caminhoneiros.

E apesar de o dólar engatar uma trajetória de valorização, alguns analistas de mercado acreditam que ainda há um espaço para a correção da moeda este ano. Segundo as projeções do Banco Inter, a moeda dos EUA deve encerrar o ano em torno de R$ 4,90, com o real sendo beneficiado pela atratividade da taxa Selic.

Juros futuros ignoram o câmbio e fecham em queda

Os contratos de juros futuros encerraram com queda nas taxas em todos os períodos, em sintonia com o movimento da renda fixa no exterior. Os indicadores na zona do euro e nos EUA reacenderam as preocupações com um possível cenário de recessão, uma vez que o atual contexto ainda é de forte aumento nos preços.

Ao mesmo tempo, ficou em destaque as falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante a apresentação preliminar do relatório de inflação. Segundo o executivo, a meta da instituição é trazer o IPCA para a região abaixo de 4%, ou seja, em um patamar de juro “neutro”.

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Além disso, Campos Neto explicou que o exercício de 2024 ainda não está no horizonte relevante da política monetária, pois o BC está totalmente voltado à meta de inflação do próximo ano. Assim, ele reforçou a tese de que não houve uma mudança de orientação futura, mas apenas, uma interpretação descontextualizada.

O DI novembro/2022 caiu para 13,42% (13,46% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 recuou para 12,99% (13,09% no ajuste anterior) e o DI outubro/2025 declinou para 12,13% (12,24% no ajuste anterior).

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