Dólar e índice

Dólar segue rali de queda, apesar das tensões EUA-China

Por Fast Trade
22 julho 2020 - 11:55 | Atualizado em 22 julho 2020 - 13:09
Evergrande

O dólar comercial opera em forte queda nesta quarta-feira (22), refletindo o otimismo com o cenário interno, apesar das tensões entre Estados Unidos e China.

Em um novo capítulo da rivalidade entre os dois países, a Casa Branca ordenou o fechamento do consulado chinês, localizado em Houston.

Nesse sentido, Washington realizou uma ofensiva unilateral com potencial de minar ainda mais o relacionamento entre as duas maiores potências.

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Pequim classificou o movimento como escandaloso e sem precedentes e ameaçou impor medidas retaliatórias caso o governo americano não encerre imediatamente sua posição.

Além disso, o governo chinês está considerando fechar o consulado dos EUA que fica na cidade de Wuhan, segundo disse uma fonte à Reuters.

Mesmo assim, o real apresentava um dos melhores desempenhos da sessão, dando sequência ao rali de queda visto nos últimos dias.

Depois de muito tempo com um desempenho abaixo de seus pares, a moeda brasileira pode estar passando por uma correção, motivada por fatores domésticos mais positivos.

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Outro fator de peso era a declaração do diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra, ao explicar que a redução da volatilidade cambial decorre, diretamente, da política flexível adotada pela instituição na pandemia.

Ele ressaltou que, embora a causa-matriz dessa turbulência local ainda não tenha sido descoberta, o BC está acompanhando de perto todas as movimentações.

Os investidores também monitoravam a participação de Roberto Campos Neto, o presidente do BC, na live promovida pelo Valor Econômico.

Ás 11h55 (horário de Brasília), o dólar comercial caía 1,88% contra o real, sendo cotado a R$5,1060 na venda.

Juros Futuros operam mistos refletindo a volatilidade externa

Na renda fixa, os contratos de juros futuros operavam mistos, com leve queda nos vértices de curto prazo em atenção ao comportamento do dólar.

Da mesma forma, as taxas de longo prazo registravam aumento, de olho na piora do cenário externo e os possíveis desdobramentos entre EUA-China.

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Também ajudava a azedar os ânimos o aumento dos casos de Covid-19 no mundo, o que pode prejudicar ainda mais, a recuperação econômica global.

O DI janeiro/2021 caía 0,25% sendo negociado a 2,03% (2,05% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 subia 0,36% sendo vendido a 5,51% (5,49% no ajuste anterior).

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