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Dólar segue exterior e fecha a R$5,18, apesar da atuação do Banco Central

Por Fast Trade
30 março 2020 - 19:02 | Atualizado em 30 março 2020 - 19:02
DOLFUT: Em dia de ata do Copom, dólar cai com exterior e à espera de falas de diretores do Fed

O dólar comercial subiu 1,39% nesta segunda-feira (30), fechando na cotação de R$5,1800 na venda, o segundo maior valor da história.  

Acompanhando o movimento de aversão ao risco nos mercados internacionais, a divisa americana apreciou em relação à 31 das 33 principais moedas globais.

O real ficou dentre os piores desempenhos da sessão, mesmo após a atuação do Banco Central, por meio de mais um leilão de linha extraordinário.

A autoridade monetária ofertou US$625 milhões em recursos à vista, na tentativa de prover liquidez às operações e desacelerar o avanço da moeda dos EUA.

A demanda por segurança ocorreu devido à percepção de que as medidas adotadas pelos governos podem não ser tão eficazes para conter os impactos macroeconômicos da pandemia.

Além disso, a mudança no discurso de Donald Trump sinalizou que a situação dos norte-americanos pode ser mais complicada do que o previsto.

O presidente americano declinou de sua intenção de acabar com a quarentena na Páscoa e estendeu a restrição até o dia 30 de abril, fazendo um apelo à população para cumprir a diretriz de ficar em casa.

Segundo estatísticas dos EUA, o número de infectados já superou os 153 mil e foram registradas 2.500 mortes, sendo que, pelas projeções dos especialistas, o pico das contaminações deve acontecer somente nas próximas duas semanas.

Juros Futuros

Conforme os agentes do mercado, a tendência é piorar este cenário, tendo em vista as perspectivas de corte na taxa Selic e o aumento dos gatos públicos com as medidas de combate ao coronavírus.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram nas mínimas históricas, refletindo o momento de incertezas com a situação fiscal do Brasil.

O DI novembro/2020 caiu para 3,38% (3,44% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 declinou para 6,07% (6,33% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 recuou para 7,25% (7,35% no ajuste anterior).    





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