Dólar e índice

Dólar salta a R$5,21 com temores sobre a economia global

Por Fast Trade
31 julho 2020 - 18:06 | Atualizado em 31 julho 2020 - 18:59

O dólar comercial fechou em alta de 1,26% nesta sexta-feira (31), na cotação de R$5,2190 na venda, com o avanço da Covid-19 renovando os temores sobre a economia global.

Em dia de formação da Ptax, a divisa americana se fortaleceu contra as principais moedas emergentes, sobretudo, em relação ao real, que fechou a semana com perdas de 0,22%.

Nem mesmo os indicadores internacionais conseguiram dar fôlego ao câmbio local, devido ao aumento da aversão ao risco provocada pela pandemia.

Na Europa, o Produto Interno Bruto (PIB) da França contraiu 13,8% no segundo trimestre, enquanto o PIB da União Europeia recuou 15%.

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Mesmo assim, o mercado recebeu os dados com certa dose de otimismo, já que as projeções dos economistas apontavam para um tombo ainda mais forte.

Em contrapartida, na China, o índice de gerente de compras (PMI) da indústria subiu para 51,1 pontos em julho, demonstrando a expansão das atividades no setor.

Depois de sofrer o forte impacto do surto do vírus, o gigante asiático vem demostrando um ritmo acelerado de recuperação em suas atividades.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, encerrou hoje o prazo de concessão do auxílio emergencial aprovado pelo governo para fornecer renda aos cidadãos.

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Contudo, o Congresso americano não conseguiu articular a aprovação de um novo pacote de US$1 trilhão, o que aumentou as preocupações.

Por aqui, também ficou no radar as expectativas pela reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), agendado para a próxima quarta-feira (05).

A expectativa é que a instituição decida por um novo corte de 0,25% na taxa básica de juros, que deve cair à faixa de 2% ao ano.

Juros Futuros fecham majoritariamente em queda no compasso do exterior

Os contratos de juros futuros fecharam majoritariamente em queda, refletindo a perspectiva global de juros mais baixos por um período maior.

Desse modo, os vértices intermediários e longos deram continuidade ao movimento de queima de prêmio de risco, se ajustando à piora do cenário externo.

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Já as taxas de curto prazo permaneceram estáveis, precificando um corte residual na Selic na reunião do Copom que acontecerá na próxima semana.

O DI dezembro/2020 fechou estável na cotação de 1,91%, o DI julho/2023 caiu para 4,13% (4,14% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 recuou para 5,66% (5,70% o ajuste anterior).

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