Dólar e índice

Dólar renova máximas com exterior negativo e derrota do governo no Senado

Por Fast Trade
20 agosto 2020 - 11:46 | Atualizado em 20 agosto 2020 - 13:17

O dólar comercial opera em forte alta nesta quinta-feira (20), renovando as máximas após uma dura derrota do governo no Senado.

Na véspera, os senadores derrubaram o veto que o presidente Jair Bolsonaro impôs à medida que autoriza o reajuste salarial de algumas categorias de servidores públicos.

A repercussão foi negativa e os investidores estão se questionando se a reaproximação de Bolsonaro ao Centrão será benéfica, já que o bloco parlamentar demonstrou que os seus interesses se sobrepõem à defesa do ajuste fiscal.

Nesse sentido, o clima de desconforto foi geral, visto que há uma disputa interna por verbas, com o potencial de afetar a elaboração do orçamento de 2021.

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Além disso, depois desta ofensiva no Senado, aumentaram as incertezas quanto ao apoio da Câmara para manter o veto presidencial.

Esse impasse entre governo e Congresso veio em um momento crítico, no qual, a equipe econômica tem a PEC dos Gatilhos como a principal forma de assegurar a sustentabilidade fiscal do país.

Contudo, já não há mais certeza se o Planalto conseguirá apoio suficiente para aprovar a medida, tendo a vista o cenário de turbulências.

Na visão dos analistas, o quadro fiscal começou a ficar ainda mais complicado, se tornando um desafio ao Paulo Guedes reduzir o déficit público.

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No exterior, o sentimento também é de aversão ao risco devido à ata do Federal Reserve demonstrar o pessimismo dos dirigentes com a recuperação da economia.

Ademais, os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos contrariaram os especialistas, somando 1,106 milhão de novas solicitações na semana passada, ligeiramente acima do estimado.

Ás 11h46 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 2,28% contra o real, sendo cotado a R$5,6570 na venda.

Juros Futuros avançam seguindo o câmbio e a piora do sentimento de risco

Os contratos de juros futuros se ajustavam em alta, refletindo os movimentos do câmbio e a piora do sentimento de risco no exterior.

Desse modo, a adição de prêmio de risco ocorria de forma generalizada em todos os vértices, precificando os riscos referentes às contas públicas.

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Também é esperado que os DIs passem por momentos de intensa volatilidade, devido ao leilão de títulos do Tesouro Nacional, que deve concentrar sua oferta nos papéis de curto prazo.

O DI janeiro/2021 subia 1,57% sendo cotado a 1,94% (1,91% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 saltava 1,35% sendo vendido a 6% (5,83% no ajuste anterior).

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