Dólar e índice

Dólar registra forte queda com foco no ambiente externo

Por Fast Trade
03 dezembro 2020 - 13:33 | Atualizado em 03 dezembro 2020 - 14:43

O dólar comercial opera em forte queda nesta quinta-feira (03), com foco no ambiente externo e na situação das contas públicas.

Em meio a uma sessão de ajustes técnicos e alívio no câmbio, a divisa americana perdia terreno contra as principais moedas emergentes.

Nesse sentido, um dos principais catalisadores foi o crescimento de 7,7% no Produto Interno Bruto (PIB) do país no terceiro trimestre.

Este resultado ficou abaixo da mediana de 8,8% indicada pelos analistas, mas ainda dentro do intervalo entre 7,4% e 9,5% estabelecido pelas projeções do mercado.

Apesar disso, o indicador mostrou que o país saiu oficialmente da condição de recessão técnica provocada pelos impactos financeiros da pandemia.

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Da mesma forma, os investidores estavam animados com a postura do governo frente à questão fiscal e ao controle dos gastos em 2021.

Há poucos dias, o presidente Jair Bolsonaro disse que o auxílio emergencial não será prorrogado e que o Bolsa Família voltará ao formato antigo no próximo ano.

Ao mesmo tempo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que não fixará uma meta de resultado fiscal para 2021.

Isto porque, ele pretende autorizar reavaliações mensais do valor, para promover ajustes conforme as estimativas de receita e despesa.

Às 12h36 (horário de Brasília), o dólar comercial desvalorizava 2,06% contra o real, sendo cotado a R$5,1340 na venda.

PMI da China e Covid-19 nos EUA

No exterior, o mercado recebeu positivamente o resultado do PMI composto (indústria e serviços) da China, registrando um avanço de 57,5 pontos em novembro.

Desse modo, o gigante asiático anotou o maior nível de atividade desde 2010, mostrando forte recuperação após o tombo provocado pela pandemia.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o sistema de saúde reportou um novo recorde ao contabilizar mais de 100 mil pessoas internadas com Covid-19.

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A segunda onda de contágio da doença vem trazendo prejuízos à maior economia do mundo, que agora, retomou as negociações por um novo pacote de estímulos.

Acima de tudo, existe uma proposta bipartidária que prevê a injeção de recursos totalizando US$908 bilhões e que está em discussão no Congresso americano.

Juros futuros operam em queda refletindo o leilão do Tesouro

Os contratos de juros futuros apresentavam redução nas taxas em todos os períodos, refletindo o sucesso do leilão de títulos do Tesouro.

Isto porque, na véspera, o órgão efetuo a distribuição externa dos papéis e obteve uma demanda três vezes superior à oferta, no total de US$8,5 bilhões.

Apesar de ter captado apenas US$2,5 bilhões, o êxito do evento demonstrou o potencial de absorção do mercado para este tipo de transação.

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O DI julho/2021 caía 1,12%, na cotação de 2,21% (2,23% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 recuava 1,10% sendo vendido a 6,31% (6,39% no ajuste anterior).

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