Dólar e Câmbio

Dólar regista firme queda com exterior e anúncio do Tesouro

Por Fast Trade
03 junho 2020 - 11:42 | Atualizado em 03 junho 2020 - 12:50
Dólar (DOLFUT)

O dólar comercial opera em forte queda nesta quarta-feira (03), refletindo o otimismo no exterior e o anúncio do Tesouro Nacional sobre sua nova diretriz.

Em mais um dia de alívio no câmbio, os investidores reagiam ao Índice de Gerente de Compras (PMI) do setor de serviços da China, que subiu de 44,4 pontos em abril para 55 pontos em maio.

Assim, o resultado demonstrou a melhora substancial no mercado chinês, que está em trajetória de recuperação após as turbulências da pandemia.

Da mesma forma, o relatório de empregos da ADP nos Estados Unidos também superou as expectativas dos analistas, evidenciando um cenário favorável, apesar da recessão.

Conforme o documento, o mercado de trabalho americano fechou 2,76 milhões de vagas formais em maio, muito abaixo das estimativas de declínio em 8,75 milhões.

Nesse contexto, a divisa americana depreciava de maneira generalizada contra as moedas mais líquidas, sobretudo, as emergentes.

Na visão dos analistas, o movimento de desvalorização da moeda dos EUA pode ser justificado pela redução de sua vantagem competitiva, devido às baixas taxas de juros e aos impactos do coronavírus na economia do país.

Enquanto isso, no Brasil, o desempenho do real foi beneficiado pelo anúncio do Tesouro Nacional de que passará a emitir títulos da dívida em dólares.

Com essa nova diretriz, a instituição distribuirá ao mercado papéis com vencimento em cinco e dez anos, tendo como foco principal o investidor estrangeiro.

Ademais, as atenções também se concentraram nos resultados da produção industrial de abril, que recuaram apenas 18,8%, quando a expectativa era de queda em 32,2%.

Ainda assim, essa foi a pior leitura da série histórica iniciada em 2002, mostrando quão intensa foi a contração no setor.

Ás 11h42 (horário de Brasília), o dólar comercial caía 3,22% contra o real, sendo cotado a R$5,0440 na venda.

Juros Futuros recuam com dinâmica cambial e perspectivas para a Selic

Na renda fixa, os contratos de juros futuros operavam em forte queda, acompanhando a dinâmica cambial e o contexto de alívio global.

Além disso, com o enfraquecimento dos indicadores econômicos locais, as perspectivas de corte na Selic são cada vez mais agressivas.

Nesse sentido, a retirada do prêmio de risco acontecia em todos os vértices, precificando a tendência de “risk on” no cenário local.

O DI novembro/2020 caía 1,98%, sendo negociado a 2,23% (2,25% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 recuava 1,75% sendo vendido a 5,62% (5,75% no ajuste anterior).

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