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Dólar recua a R$4,06 com menor aversão ao risco e alívio EUA-China

Por Pablo Vinicius Souza
12 setembro 2019 - 19:07

Reagindo à diferentes nuances do cenário externo, o dólar comercial fechou em queda contra o real nesta quinta-feira (12), sendo cotado a R$4,0600 na venda.

Em um dia de noticiário movimentado, a divisa americana recuou firme contra as demais moedas emergentes, com os investidores digerindo a decisão do Banco Central Europeu (BCE) e as sinalizações dúbias de EUA e China.

Na paridade com o real brasileiro, a moeda dos EUA operou em baixa durante toda a sessão, com os agentes do mercado aumentando a exposição em ativos de risco, após a melhora no ambiente internacional.

A notícia de que o BCE reduzirá a taxa dos depósitos ao menor nível da história e retomará o programa de compra de ativos para estimular a economia, pressionou a queda da divisa americana.

Além disso, informações sobre um possível acordo comercial provisório entre Estados Unidos e China também estiveram no radar, embora a Casa Branca tenha negado o assunto.

Outro fator que influenciou o câmbio foi a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que subiu 0,3% em agosto, vindo mais forte do que o esperado.

Os dados positivos da maior economia do mundo voltam a colocar em xeque as perspectivas de uma expansão maior do ciclo de cortes na taxa básica de juros.

Enquanto isso, na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram com redução nas taxas, em atenção ao movimento de flexibilização nas taxas de juros, que tende a ser seguido pelos demais Bancos Centrais ao redor do mundo.

O DI julho/2020 caiu para 5,16% (5,20% no ajuste anterior), o DI janeiro/2023 recuou para 6,39% (6,45% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 declinou a 7,26% (7,31% no ajuste anterior).


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