Dólar e índice

Dólar opera volátil repercutindo a agenda de indicadores

Por Fast Trade
25 junho 2020 - 11:53 | Atualizado em 25 junho 2020 - 13:01

O dólar comercial opera volátil nesta quinta-feira (25), repercutindo a agenda de indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos.

Oscilando entre altas e baixas nas primeiras desde a abertura, a divisa americana ainda não assumiu um viés único no câmbio local.

Nesse sentido, os investidores digeriam os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que totalizaram 1,480 milhão na semana passada, superando as projeções dos economistas.

Além disso, estava em evidência a contração anualizada de 5% no Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do primeiro trimestre, conforme a terceira prévia do indicador.

Em função dos impactos do coronavírus e das medidas de isolamento social, já era previsto que a maior economia do mundo contabilizaria uma forte recessão.

Ao mesmo tempo, em âmbito interno, o mercado se concentrava no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), embora o documento não tenha trazido novidades.

Ainda assim, crescem as expectativas pelas declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campo Neto, sobre o RTI e a atual conjuntura macroeconômica.

Também ficou no radar, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de junho ficou próximo à estabilidade, registrando alta de 0,02%.

Depois de recuar 0,59% no mês anterior, a estimativa era negativa de 0,05%, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outro fator que amenizava o comportamento do dólar era o leilão de linha de até US$1,5 bilhão com compromisso de recompra, realizado nesta sessão.

Ademais, os operadores de mercado precificavam a aprovação do marco do saneamento no Senado, que deve atrair investimentos privados nacionais e estrangeiros para o setor.

Ás 11h52 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,02% contra o real, sendo cotado a R$5,3240 na venda.

Juros Futuros operam mistos refletindo a oscilação do câmbio

Na renda fixa, os contratos de juros futuros apresentavam comportamentos mistos, seguindo a tendência de oscilação cambial.

Assim, os DIs de curto prazo avançavam no compasso da piora dos indicadores externos, sobretudo, o enfraquecimento da economia americana.

Já as taxas intermediárias e longas reagiam ao avanço da prévia do IPCA, que demonstrou relativa melhora da atividade local, apesar do RTI não fornecer esclarecimentos adicionais.

Finalmente, a curva a termo também pode ser influenciada pela nova rodada do leilão de títulos do Tesouro Nacional, que acontecerá após as 11h.

O DI dezembro/2020 subia 0,73%, sendo negociado a 2,08% (2,06% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 recuava 1,01% sendo vendido a 5,87% (5,94% no ajuste anterior).

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