Dólar e Câmbio

Dólar opera em queda refletindo o alívio externo e a ata do Copom

Por Fast Trade
15 dezembro 2020 - 13:49 | Atualizado em 15 dezembro 2020 - 15:41
pós-superquarta

O dólar comercial opera em queda nesta terça-feira (15), refletindo o alívio no câmbio externo e a divulgação da ata da última reunião do Copom.

Lá fora, a divisa americana perdia terreno contra as principais moedas emergentes em expectativa à aprovação de um novo pacote de estímulos.

Nesse sentido, após os republicanos rejeitarem a proposta de injeção de recursos no valor R$908 bilhões, um novo projeto foi apresentado aos parlamentares.

Envolvendo apenas as matérias consensuais, o texto bipartidário prevê a disponibilização de uma ajuda financeira de US$748 bilhões.

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Desse modo, ficou mais fácil aprovar a medida para atender às demandas mais urgentes e frear os impactos do Covid-19.

Por aqui, ficou em destaque o conteúdo da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, que mostrou um tom mais brando do que o esperado.

Acima de tudo, o documento revelou que o forward guidance deve ser retirado apenas no final do primeiro trimestre.

Em contrapartida, é provável que tenhamos aumento na taxa básica de juros somente em meados do segundo trimestre.

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Por isso, deve demorar para ocorrer o aumento do diferencial de juros entre o Brasil e o exterior.

Ao mesmo tempo, o mercado está monitorando as movimentações em Brasília para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), inicialmente agendada para amanhã.

Há uma grande dúvida se realmente ocorrerá essa votação, já que antes, os parlamentares devem apreciar os vetos presidenciais.

Às 12h49 (horário de Brasília), o dólar comercial desvalorizava 0,35% contra o real, sendo cotado a R$5,1050 na venda.

Juros futuros se ajustam em queda seguindo a tônica cambial

Os contratos de juros futuros anotavam redução nas taxas em todos os períodos, seguindo o viés de baixa do câmbio.

Além do fluxo de capital estrangeiro favorável, a ata do Copom também ajudava a retirar o prêmio de risco dos DIs.

Isto porque, o tom do Banco Central reforçou que haverá a retirada dos estímulos, porém, de forma gradual.

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Desse modo, os vértices intermediários vem sofrendo um movimento mais acentuado, precificando um cenário positivo para a Selic.

O DI março/2021 recuava 2,02%, na cotação de 1,94% (1,95% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 caía 1,51% sendo vendido a 5,86% (5,93% no ajuste anterior).

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