Dólar e índice

Dólar opera em queda com foco na prévia de empregos nos EUA e decisão do BC

Por Fast Trade
05 agosto 2020 - 12:06 | Atualizado em 05 agosto 2020 - 13:18
inflação norte americana

O dólar comercial apresentava viés de queda nesta quarta-feira (05), com foco nos dados prévios de empregos nos EUA e na decisão de juros do Banco Central.

Na manhã de hoje, a pesquisa ADP do setor privado americano revelou que, durante o mês de julho, foram criados 167 mil novos postos de trabalho na maior economia do mundo.

Nesse sentido, o resultado considerado uma prévia do relatório de empregos (payroll) veio muito abaixo das expectativas do mercado.

Os analistas esperavam que houvesse a geração de 1 milhão de postos de trabalho no período, de modo que, o número frustrou as perspectivas de recuperação acelerada no país.

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Em contrapartida, as informações publicadas em junho sofreram forte revisão, com o mercado norte-americano contabilizando 4,314 milhões de novas vagas.

Mesmo assim, a divisa americana se enfraquecia diante das principais moedas emergentes, pressionada pelo otimismo com o novo pacote de estímulos nos EUA.

Republicanos e Democratas chegaram a um consenso parcial sobre o projeto que vai injetar US$1,2 trilhão na economia, embora alguns pontos permaneçam sem resolução.

Por aqui, é grande a expectativa pelo desfecho da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que divulgará sua decisão após o fechamento do mercado.

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A previsão é que haja um corte residual de 0,25% na taxa Selic, que deve alcançar a nova mínima histórica de 2% ao ano.

Além disso, as principais casas de análise apostam que a instituição encerrará o ciclo de flexibilização dos juros, que, descontado a inflação, já está próximo de zero.

Ás 12h06 (horário de Brasília), o dólar comercial caía 0,15% contra o real, sendo cotado a R$5,2780 na venda.

Juros Futuros operam em baixa em linha com o viés do câmbio

Na renda fixa, os contratos de juros futuros operavam majoritariamente em baixa, acompanhando o viés negativo do câmbio.

O mercado segue ajustando posições, em compasso de espera pela definição da Selic, e desse modo, os DIs apresentavam variações moderadas.

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No radar também estava o avanço da agenda de reformas no Congresso Nacional, sobretudo, a reforma tributária, que promete adicionar volatilidade às negociações.

O DI janeiro/2021 operava estável sendo negociado a 1,91% e o DI julho/2025 caía 0,57% sendo vendido a 5,26% (5,28% no ajuste anterior).

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