Dólar e índice

Dólar opera em forte alta com aversão ao risco e dados de emprego nos EUA

Por Fast Trade
23 julho 2020 - 11:58 | Atualizado em 23 julho 2020 - 13:19
inflação norte americana

O dólar comercial opera em alta nesta quinta-feira (23), refletindo o clima de aversão ao risco e os dados de emprego nos Estados Unidos.

Depois de ensaiar uma leve queda na abertura, a divisa americana se firmou na trajetória de alta, seguindo a recuperação vista no exterior.

Nesse sentido, o grande catalisador foi o anúncio do Departamento do Trabalho informando que os pedidos de auxílio-desemprego avançaram para 1,416 milhão na semana passada.

O consenso dos especialistas apontava para um aumento de apenas 1,3 milhão de novas solicitações, o que acabou contaminando as expectativas do dia.

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Da mesma forma, os investidores estavam cautelosos com o acirramento das tensões entre americanos e chineses, em uma nova disputa de forças.

Pequim classificou a ordem de fechamento de seu consulado em Houston como uma “provocação política” e prometeu retaliar caso a decisão não seja revista.

Ao mesmo tempo, o presidente Donald Trump ameaçou dizendo que sempre é possível fechar mais consulados chineses.

Em outro front, a moeda dos EUA ganhava terreno contra a libra e o euro após os desdobramentos das negociações para o Brexit.

Segundo o negociador-chefe da União Europeia com o Reino Unido, Michel Barnier, será improvável estabelecer um acordo comercial entre as partes, considerando a atual postura do comando britânico.

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Em meio à tantas turbulências, o real apresentava um dos piores desempenhos entre os emergentes, devolvendo parte dos ganhos registrados nos últimos dias.

Embora o cenário político local tenha mostrado sinais positivos, a influência externa prevalecia, resultando em um dia de forte correção no câmbio.

Ás 11h57 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 1,12% contra o real, sendo cotado a R$5,1670 na venda.

Juros Futuros passam por ajustes de olho na piora do cenário externo

Na renda fixa, os contratos de juros futuros operavam mistos, contabilizando ajustes em todos os períodos ao longo da curva.

Enquanto os vértices de curto prazo recuavam em atenção às perspectivas positivas do ambiente doméstico, as taxas de longo prazo refletiam a piora no exterior.

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Ficou no radar os indicadores americanos mais fracos do que o esperado e o agravamento das tensões geopolíticas, que podem atrasar o movimento de recuperação da economia global.

Além disso, os agentes de mercado estavam atentos ao Leilão do Tesouro Nacional, que tende a elevar a demanda por títulos, promovendo a adição de prêmio de risco.

O DI janeiro/2021 caía 0,74% sendo negociado a 2,02% (2,03% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 subia 0,18% sendo vendido a 5,58% (5,55% no ajuste anterior).

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