Dólar e Câmbio

Dólar opera em alta com retaliação chinesa e protestos locais

Por Fast Trade
01 junho 2020 - 11:49 | Atualizado em 01 junho 2020 - 12:59
Evergrande evita calote

O dólar comercial opera em alta nesta segunda-feira (01), reagindo às turbulências provocadas pela retaliação chinesa aos EUA e pelos protestos locais.

Assim, a divisa americana se fortalecia contra as principais moedas emergentes, em uma sessão volátil e de aversão ao risco.

Os investidores monitoravam as incertezas geopolíticas, digerindo um novo capítulo de tensão entre americanos e chineses.

Nesse contexto, após o presidente Donald Trump informar a retirada dos benefícios comerciais de Hong Kong, Pequim decidiu retaliar a decisão, suspendendo as importações de produtos agrícolas do país.

Tal diretriz contraria os termos formalizados no acordo comercial que entrou em vigor em janeiro deste ano.

Dessa forma, o mercado segue atento aos desdobramentos da ofensiva, que pode beneficiar muito as exportações brasileiras, sobretudo, as de soja.

Por aqui, as atenções se concentravam no agravamento da crise político-institucional, com uma onda de protestos contra o governo de Jair Bolsonaro.

Embora a epidemia de coronavírus ainda esteja em expansão no país, diversas pessoas em São Paulo se manifestaram a favor da democracia, no último domingo.

Em meio à crescente rejeição de Bolsonaro, soma-se o forte declínio da atividade econômica provocado pela pandemia.

Nesse sentido, o boletim Focus do Banco Central divulgado hoje trouxe nova revisão de baixa nas projeções do Produto Interno Bruto (PIB) e da Selic.

Segundo os economistas, ao final de 2020, a atividade local deve contrair 6,25% e a taxa básica de juros deve fechar em 2,25%.

Digno de nota, há uma grande expectativa de que haja uma redução de 0,75% na Selic já na próxima reunião de política monetária.

Ás 11h48 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 0,73% contra o real, sendo cotado a R$5,3640 na venda.

Juros futuros oscilam em queda refletindo a baixa liquidez

Na renda fixa, os contratos de juros futuros apresentavam redução nas taxas ao longo da curva, refletindo a baixa liquidez das negociações.

Assim, o movimento de queda oscilava, moderadamente, de olho na participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de uma videoconferência na Comissão Mista do Congresso Nacional.

Nesse sentido, o objetivo da reunião é discutir junto aos parlamentares os impactos do Covid-19 no cenário macroeconômico de curto e médio prazo.

O DI novembro/2020 caía 1,29%, sendo negociado a 2,29% (2,30% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 recuava 0,67% sendo vendido a 5,93% (5,96% no ajuste anterior).

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