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Dólar fecha em R$4,12 registrando forte pressão vendedora

Por Pablo Vinicius Souza
14 janeiro 2020 - 20:02

O dólar comercial declinou 0,29% nesta terça-feira (14), fechando na cotação de R$4,1290 na venda, sob forte movimento de realização de lucros.

Em uma sessão bastante volátil, a divisa americana operou sob forte pressão vendedora, reagindo à diferentes variáveis dos cenários interno e externo.

A equipe econômica do governo revisou as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, aumentando de 2,3% para 2,4%.

Ao mesmo tempo, foram alteradas as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), avançando de 3,53% para 3,62% no período.

Tal conjuntura divide as opiniões dos economistas quanto a um possível corte na taxa Selic, já que outros indicadores demonstraram fraqueza na retomada do crescimento.

No exterior, apesar das expectativas em relação à assinatura do acordo EUA-China, a Bloomberg realizou uma publicação informando que as tarifas americanas sobre as importações de produtos chineses permanecerão até a conclusão do processo eleitoral no país.

O fato ajudou a desacelerar os ganhos do dólar, que mesmo assim, se fortaleceu contra as principais moedas emergentes, como o rublo russo e a lira turca.

Apesar do impulso de hoje, o real ainda é a divisa que mais cedeu terreno para a moeda dos EUA, que acumula valorização de 2,99% no período.  

Alguns analistas sugerem que a fraqueza do câmbio brasileiro se deve à flexibilização excessiva da Selic, que, por um lado reduziu a atratividade da moeda, mas por outro, impulsionou as atividades locais.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram em firme queda, refletindo a grande possibilidade de haver cortes adicionais na taxa Selic.

O DI outubro/2020 caiu para 4,32% (4,36% no ajuste anterior), o DI abril/2023 recuou para 5,75% (5,87% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 declinou para 6,36% (6,44% no ajuste anterior).


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