Dólar e Câmbio

Dólar fecha em leve queda após sessão volátil e de sell-off no exterior

Por Fast Trade
16 maio 2022 - 18:42 | Atualizado em 16 maio 2022 - 19:26

O dólar comercial fechou teve baixa de 0,12% nesta segunda-feira (16), na cotação de R$ 5,0490 na venda, em sintonia com o movimento de sell-off no exterior. Apoiada pelos ganhos das commodities, a divisa americana acelerou as perdas durante a tarde, depois de oscilar em alta a maior parte do dia.

Nesse sentido, o câmbio sofreu a influência dos indicadores da China, que mostraram a desaceleração da economia do país. Em abril, a produção industrial do gigante asiático teve uma retração de 2,9%, enquanto o consumo local caiu 11,1% na comparação anual.

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Apesar de ter registrado progresso contra o surto de infecções por Covid-19, o governo chinês contabilizou impactos de sua política de Covid zero também no declínio das vendas no varejo. Assim, depois de colocar milhões de pessoas em lockdowns e adotar outras medidas de restrição, o país deve normalizar as atividades a partir de junho.

Frente a um cenário de baixo crescimento global, inflação e temores sobre uma recessão, as taxas de juros devem permanecer elevadas, o que tende a fornecer algum suporte temporário ao real.

Juros futuros declinam de olho no pronunciamento do BC

Os contratos de juros futuros se ajustaram em queda, pressionados pelo pronunciamento do diretor do Banco Central, Bruno Serra Fernandes. Ele defendeu uma suavização do ciclo de aumento na Selic, argumentando que a menor variação da taxa será mais benéfica para a economia neste momento.

Diante disso, os investidores reduziram as apostas de elevação nos juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Ademais, há uma vertente do mercado que acredita que o viés do diretor foi no sentido de preferir uma taxa menos volátil, de modo que o BC deve manter a taxa em níveis elevados por mais tempo.

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Em outro front, os rendimentos dos títulos do tesouro dos EUA (Treasuries) também influenciaram a queima de prêmio de risco. Após a China mostrar dados piores do que o previsto, a demanda por proteção se fortaleceu e, certamente, isso pressionou os DIs ao longo da curva.

O DI outubro/2022 caiu a 13,20% (13,26% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 recuou a 13,03% (13,20% no ajuste anterior) e o DI outubro/2025 declinou a 12,34% (12,45% no ajuste anterior).

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