Dólar e índice

Dólar fecha a R$5,68 com exterior, apesar da ata do Fed

Por Fast Trade
20 maio 2020 - 17:48 | Atualizado em 20 maio 2020 - 18:51
inflação norte americana

O dólar comercial encerrou em forte queda nesta quarta-feira (20), acompanhando o clima positivo do exterior, apesar da ata do Fed renovar as preocupações.

Como resultado, a divisa americana caiu 1,25% contra o real, fechando na cotação de R$5,6870 na venda, ligeiramente abaixo da fronteira psicológica de R$5,70.

Nesse sentido, o câmbio local passou por uma correção ao movimento de alta nos últimos dias, refletindo o otimismo com a reabertura de alguns países.

Aos poucos, a economia europeia está voltando às atividades, aplicando medidas de saída do isolamento social, após semanas de quarentena.

Além disso, com o avanço no desenvolvimento de vacinas contra o Covid-19, os investidores estão esperançosos de que haverá uma forma de controlar a doença no curto prazo.

A moeda dos EUA também depreciou em relação às demais divisas emergentes pares do real, sobretudo, às que estão atreladas ao desempenho das commodities.

Nem mesmo o conteúdo “alarmante” da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve conseguiu conter o enfraquecimento do dólar no mercado internacional.

Segundo o documento, a pandemia do coronavírus representa uma ameaça muito séria para a economia norte-americana, ensejando uma intervenção incisiva da instituição.

Desse modo, os integrantes do Fed concordaram em utilizar todas as ferramentas disponíveis para apoiar o contexto macroeconômico do país.

Ademais, houve um consenso em seguir com o planejamento de manter os juros próximos de zero, até que a inflação se mova em direção à meta de 2%.

Para tal, é igualmente necessário que os índices de desemprego retrocedam aos níveis vistos antes da pandemia e que a atividade volte a apresentar crescimento.

Juros futuros avançam frente às perspectivas de risco fiscal

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram em alta, refletindo as perspectivas de risco fiscal acentuado devido ao avanço do coronavírus.

Assim, com o fracasso das medidas de controle do contágio e a explosão do número de casos da doença, é provável que o governo tenha que prorrogar o auxílio emergencial por mais tempo do que o previsto.

Nesse contexto, a expressiva queda do dólar limitou o ajuste de alta dos DIs, sobretudo os de longo prazo, que fecharam próximos à estabilidade.

O DI novembro/2020 subiu para 2,53% (2,52% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 5,19% (5,17% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 aumentou para 7,10% (7,09% no ajuste anterior).

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