Dólar e índice

Dólar fecha a R$5,58 com EUA-China e incerteza política

Por Fast Trade
22 maio 2020 - 18:01 | Atualizado em 22 maio 2020 - 19:18

O dólar comercial fechou estável nesta sexta-feira (22), pressionado pela intensa volatilidade da sessão, em meio às tensões entre Estados Unidos e China e ao clima de incerteza política.

Nesse sentido, os investidores adotaram uma postura de cautela diante do clima adverso no exterior, após a China anunciar que reforçará o controle sobre Hong Kong através de uma nova lei de segurança.

Em reação, o presidente Donald Trump disse à imprensa que a Casa Branca pretende reagir “fortemente” à ação chinesa no território semiautônomo.

Diante disso, há uma grande preocupação que essa decisão de Pequim possa prejudicar o acordo comercial Fase 1 formalizado junto à Washington.

Além disso, o governo chinês desistiu de colocar uma meta para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, evidenciando os impactos da pandemia do país.

No Brasil, o câmbio local oscilou refletindo as expectativas pela decisão do ministro do STF, Celso de Mello, a respeito da divulgação do vídeo da reunião ministerial, na qual, Sérgio Moro, acusou Jair Bolsonaro de tentar interferir nos trabalhos da Polícia Federal.

Dessa forma, pouco depois do fechamento do mercado, o decano autorizou a publicação da gravação, suprimindo a parte em que foram citados países estrangeiros.

Mesmo assim, a divisa americana subiu 0,06%, fechando na cotação de R$5,5842 na venda, depois de ter batido em R$5,53 na mínima do dia.

Também no radar, o ministro Celso de Mello enviou à Procuradoria Geral da República (PGR) três notícias-crimes apresentadas por parlamentares e solicitou o depoimento do presidente e a apreensão dos celulares de Bolsonaro e de seu filho Carlos.

Como resultado, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, disse que isso poderá ter consequências imprevisíveis para a instabilidade nacional.

Juros futuros avançam à espera da gravação da reunião ministerial

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram com leve aumento nas taxas curtas e intermediárias, em atenção às incertezas do cenário político.

Nesse contexto, o movimento dos DIs precificava uma turbulência, visto que, o conteúdo da gravação poderá complicar a situação do presidente no inquérito do STF.

O DI janeiro/2021 subiu para 2,49% (2,48% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 5,19% (5,12% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 ficou estável, na cotação de 6,96%.

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