Dólar e Câmbio

Dólar fecha a R$5,52 com tensões EUA-China e cena política

Por Fast Trade
04 maio 2020 - 17:42 | Atualizado em 04 maio 2020 - 18:38
Evergrande evita calote

O dólar comercial subiu 1,53% nesta segunda-feira (04), fechando na cotação de R$5,5210 na venda, refletindo as tensões EUA-China e o cenário político.

O tom de cautela prevaleceu no pregão de hoje, com os investidores repercutindo a ofensiva dos Estados Unidos ao governo chinês, em relação à pandemia.

No último final de semana, o governo americano afirmou que a China não conseguiu conter a propagação do Covid-19 e, por isso, omitiu a gravidade da doença.

Além disso, o secretário do Tesouro americano, Mike Pompeo, disse ver “sérias evidências” de que o vírus teve origem em um laboratório em Wuhan.

Mesmo sem apresentar provas, o presidente Donald Trump corroborou com o discurso, acusando os chineses de não assumirem a responsabilidade pelo coronavírus diante do mundo.

Como resultado, o aumento da demanda por proteção levou o real a perder terreno contra a divisa americana, contrariando o desempenho de seus pares emergentes.

Lá fora, a moeda dos EUA depreciava contra o peso mexicano (-1,88%), o rublo russo (-0,77%) e rand sul-africano (-1,44%).

Enquanto isso, no Brasil, o cenário macroeconômico segue afetando o desempenho do real, sobretudo, no tange às perspectivas de recuperação no curto prazo.

Segundo o Boletim Focus, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro sofrerá uma contração de 3,76% em 2020 e o IPCA deve fechar em 1,97%.

Nesse sentido, diferentes casas de análise preveem que a retomada do crescimento será muito difícil, se a crise política continuar afetando o combate ao Covid-19.

Principalmente, em relação à negligência presidente Jair Bolsonaro perante o avanço da pandemia e a necessidade de união dos poderes para o enfrentamento da doença.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram contabilizando forte adição de prêmio de risco, sobretudo nos vértices mais longos da curva.

Isso porque, o mercado está precificando um agravamento dos riscos com as tensões sino-americanas no exterior e as turbulências políticas no ambiente interno.

Adicionalmente, os operadores ajustaram posições, tentando se antecipar a um corte adicional da taxa Selic, na próxima reunião do Copom, prevista para quarta-feira.

O DI outubro/2020 subiu para 2,83% (2,82% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 avançou para 5,84% (5,49% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 avançou para 7,11% (7,00% no ajuste anterior).

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