Dólar e Câmbio

Dólar fecha a R$5,41 com temores sobre a disciplina fiscal

Por Fast Trade
11 novembro 2020 - 19:18 | Atualizado em 11 novembro 2020 - 21:40

O dólar comercial fechou em alta de 0,48% nesta quarta-feira (11), na cotação de R$5,4150 na venda, pressionado pelos temores sobre a disciplina fiscal.

Em um dia de reversão de perdas para os emergentes, a divisa americana ganhou força no câmbio interno e ganhou terreno contra o real.

Com o cenário externo tranquilo, os investidores voltaram a questionar o controle dos gastos públicos e as diretrizes do quadro fiscal em 2021.

Segundo estrategistas do Commerzbank, a moeda brasileira deve continuar se enfraquecendo devido ao nível mínimo da taxa Selic e o elevado panorama de endividamento do governo.

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro fez uma série de afirmações dúbias que inspiraram cautela, principalmente, no contexto de comércio internacional.

Sem citar o presidente eleito nos EUA, Joe Biden, ele disse que quando acabar a diplomacia, é necessário utilizar a “pólvora”.

Bolsonaro se referia à ameaça do líder de impor barreiras comerciais ao Brasil caso não controle o ritmo de queimadas na Amazônia.

Ao mesmo tempo que essa situação gerou incômodos no mercado, demonstrou que o presidente não está tão preocupado com a agenda de reformas e privatizações que é tão necessária neste momento.

Também ficou em destaque as falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao afirmar que o Brasil pode voltar a conviver com a hiperinflação, se não pagar ou renegociar a sua dívida.

Devido à repercussão negativa, Guedes justificou seu comentário à CNN alegando que a declaração foi apenas um alerta para acelerar as privatizações.

Juros futuros fecham em alta com inflação no radar

Os contratos de juros futuros encerraram com aumento nas taxas em todos os períodos, reagindo às preocupações com a inflação.

A fragilidade da situação fiscal do Brasil pressionou a curva a termo, provocando a adição de prêmio de risco, sobretudo, nos vértices intermediários e longos.

Nesse sentido, a indefinição da pauta fiscal e as incertezas sobre a manutenção do teto de gastos reascendeu as preocupações dos operadores de mercado.

Os DIs de curto prazo contabilizaram variações mais contidas, após as vendas no varejo ficarem abaixo da mediana das estimativas.

O DI fevereiro/2021 subiu para 1,97% (1,96% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 subiu para 5,82% (5,68% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 avançou para 7,48% (7,24% o ajuste anterior).

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