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Dólar fecha a R$5,41 com conflito EUA-China e dinâmica fiscal

Por Fast Trade
07 agosto 2020 - 17:53 | Atualizado em 07 agosto 2020 - 18:01

O dólar comercial fechou em alta de 2,17% nesta sexta-feira (07), na cotação de R$5,4130 na venda, repercutindo a conflito entre Estados Unidos e China e a dinâmica fiscal do Brasil.

Na véspera, o presidente Donald Trump emitiu uma ordem executiva para interromper as transações entre empresas americanas e as companhias chinesas Tencent e ByteDance.

Como justificativa, a Casa Branca argumentou que os aplicativos TikTok e WeChat estão colocando em risco a segurança nacional e os dados dos cidadãos.

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Além disso, Washington estabeleceu a aplicação de sanções contra autoridades chinesas e de Hong Kong, em retaliação à lei de segurança aprovada por Pequim para o território semiautônomo.

Em resposta, o governo chinês acusou Washington de realizar “manipulação política” através do abuso do poder nacional e da utilização de medidas “não razoáveis”.

Por aqui, ficou em destaque a aprovação no Senado do limite de 30% ao ano dos juros do cartão de crédito e do cheque especial.

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Apesar de ter recebido apoio de muitos parlamentares, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pode não colocar a proposta em votação por receio dos impactos financeiros da medida.

Da mesma forma, aumentaram as preocupações com a dinâmica fiscal do país, que corre um risco de se tornar um problema ainda maior no pós-pandemia.

De um lado, Paulo Guedes pretende limitar ao máximo os gastos públicos, e de outro, segmentos ligados ao presidente estão pressionando pela expansão do auxílio emergencial e das políticas assistenciais.

Juros Futuros fecham em alta com IPCA e riscos fiscais no radar

Os contratos de juros futuros encerraram com forte aumento nas taxas em todos os períodos, com os vértices de curto prazo refletindo o IPCA.

Divulgado hoje, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho subiu 0,36%, dentro das estimativas levantadas pelo Bloomberg.

Os vértices intermediários e longos reagiram às preocupações com a situação fiscal do país, e, por isso, registraram elevada adição de prêmio de risco.

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Outro fator que também pesou sobre a renda fixa foi o exterior mais adverso, que provocou uma postura mais cautelosa por parte dos investidores.

O DI janeiro/2021 subiu para 1,87% (1,86% no ajuste anterior), o DI julho/2023 saltou para 4,25% (4,15% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 avançou para 5,92% (6,74% o ajuste anterior).

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