Dólar e índice

Dólar fecha a R$5,38 com exterior adverso e fúria no Planalto

Por Fast Trade
28 maio 2020 - 17:44 | Atualizado em 28 maio 2020 - 18:46
DOLFUT: Após forte alívio, dólar sobe com tensão externa em dia de compromissadas, decisão do vídeo; Kanczuk no radar

O dólar comercial encerrou em alta nesta quinta-feira (28), acompanhando o clima adverso no exterior e a fúria do Planalto diante do inquérito das Fake News.

Depois de acumular baixa superior a 10% nas últimas duas semanas, a divisa americana fez uma sessão de ajustes, registrando a maior valorização do dia contra o real.

No final do pregão, o dólar subiu 1,86%, fechando na cotação de R$5,3810 na venda, próximo à máxima do dia.

Nesse contexto, tanto as notícias do cenário externo, quanto as tensões políticas do cenário interno atuaram como catalisadores da correção.

Lá fora, os indicadores mais fracos da economia dos EUA impulsionaram a demanda por proteção, pois, evidenciaram a amplitude da recessão vivida pelo país.

O Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre reportou uma contração anualizada de 5%, superando as projeções de queda dos economistas.

Nesse sentido, os pedidos de seguro desemprego totalizaram 2,123 milhões na semana passada, também ligeiramente acima do consenso de 2,1 milhões.

Diante disso, o mercado prevê que a recuperação dos EUA poderá ser mais difícil do que o esperado, tendo em vista a devastação do coronavírus.

Internamente, os investidores repercutiam o avanço do inquérito das Fake News, que corre sob a liderança do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Desse modo, a operação da Polícia Federal teve o intuito de investigar pessoas envolvidas no financiamento e disseminação de notícias falsas na internet.

Dentre os alvos dos mandados de busca e apreensão estavam blogueiros e empresários aliados de Jair Bolsonaro, o que foi motivo de fúria no Planalto.

Como resultado, o presidente se manifestou na manhã de hoje, dizendo que “não haverá outro dia como ontem” e não aceitará que pessoas tomem decisões individuais em nome de todos.

Juros Futuros de curto prazo recuam em atenção do veto de Bolsonaro

Os contratos de juros futuros encerraram mistos, com os vértices de curto prazo recuando em atenção ao veto de Bolsonaro ao reajuste salarial dos servidores.

Assim, após semanas em discussão, o presidente sancionou o projeto de socorro aos Estados e Municípios, vetando os dispositivos que incluíam a concessão do aumento a algumas categorias.

Em contrapartida, os vértices intermediários e longos subiram, precificando a cautela dos investidores de renda fixa com as tensões políticas do governo e o STF.  

O DI novembro/2020 caiu para 2,36% (2,39% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 subiu para 5,09% (5,06% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 avançou para 6,56% (6,49% no ajuste anterior).

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