Dólar e índice

Dólar fecha a R$5,20 com exterior e agenda de reformas

Por Fast Trade
21 julho 2020 - 18:02 | Atualizado em 21 julho 2020 - 18:51
Fed

O dólar comercial fechou em queda de 2,58% nesta terça-feira (21), sendo cotado a R$5,2050 na venda, refletindo o apetite ao risco do exterior e agenda de reformas do governo.

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Diante de uma perspectiva positiva sobre o cenário macroeconômico brasileiro, os investidores desmontaram posições de hedge no câmbio, levando à intensa desvalorização da divisa americana.

Desse modo, o real apresentou o melhor desempenho dentre as moedas mais negociadas na sessão, devolvendo parte das perdas acumuladas ao longo do ano.

O movimento de depreciação no câmbio local foi tão intenso que o peso chileno, como segundo colocado no ranking de valorização, teve ganhos de 1,7%.

Em dia de fraqueza generalizada a moeda dos EUA nos mercados globais, o principal driver foi o anúncio da aprovação da ajuda de 1,8 trilhão de euros que será aplicado ao continente europeu.

Nesse sentido, após quatro dias de reunião, os 27 líderes do bloco econômico chegaram a um consenso quanto à injeção de recursos para ajudar na recuperação do velho continente.

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Outro aspecto que também trouxe ânimo foi a repercussão positiva dos resultados da aplicação de três vacinas, que estão na fase final dos testes.

Por aqui, as atenções se concentraram na entrega do projeto de reforma tributária, que foi entregue hoje ao Congresso para início das deliberações.

Dessa forma, a proposta elaborada pelo Ministério da Economia prevê a substituição do PIS e da Cofins por um único imposto sobre bens e serviços, cuja alíquota será de 12%.

Esse novo tributo será chamado Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS) e ele não representará aumento ou redução da carga tributária, mas apenas simplificação.

Juros Futuros fecham em leve alta com permanência da desoneração da cesta básica

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram em alta moderada, depois de registrar forte adição de prêmio de risco durante as negociações.

Isto porque, havia grande expectativa pela decisão do governo em reonerar os preços da cesta básica, o que, potencialmente, elevaria os níveis de inflação.

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Contudo, a decisão da equipe econômica foi manter a desoneração dos alimentos e isso desacelerou o avanço dos DIs curtos e intermediários.

O DI dezembro/2020 saltou para 2,07% (2,03% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 avançou para 4,81% (4,70% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 caiu para 6,30% (6,31% o ajuste anterior).

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