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Dólar fecha a R$4,39 e alcança novo recorde histórico

Por Pablo Vinicius Souza
20 fevereiro 2020 - 19:06

O dólar comercial subiu 0,64% nesta quinta-feira (20), fechando na cotação de R$4,3930 na venda, renovando o seu recorde histórico.

Acompanhando o clima de aversão ao risco nos mercados internacionais, a divisa americana voltou a avançar contra as principais moedas emergentes e atreladas às commodities.

De maneira diferente do que vem ocorrendo nos últimos pregões, o real não apresentou as maiores perdas contra o dólar, ficando atrás do peso mexicano (1,43%) e do peso chileno (1,37%).

Embora o ritmo de novos casos de coronavírus na China tenha desacelerado, outros países começaram a reportar o aumento do número de mortos e infectados.

Na manhã de hoje, o Japão anunciou duas vítimas fatais da doença e a Coreia do Sul informou a primeira morte em seu território.

O agravamento dos doentes japoneses piorou o cenário de recessão na terceira maior economia do mundo, além de provocar um recuo acentuado no iene.

A moeda japonesa disputa ao lado do real o posto de divisa com o pior desempenho em relação ao dólar, acumulando quase 2% de desvalorização semanal.

Os investidores seguem atentos às sinalizações do Banco Central para uma nova intervenção no câmbio, apesar de a autoridade classificar a medida como excepcional.

Embora a divisa americana esteja em plena trajetória de alta, não há sinais de movimento especulativo no cenário interno, tendo em vista que, o mesmo comportamento foi observado também em outras moedas pares do real.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram com elevação nas taxas em todos os períodos, sobretudo nos vértices mais longos da curva, que seguem a dinâmica cambial.

Apesar do viés de alta, os números benignos da inflação mensurados pelo IPCA-15 limitaram a recomposição do prêmio de risco, já que evidenciam um cenário de Selic baixa por mais tempo.

O DI setembro/2020 subiu para 4,15% (4,14% no ajuste anterior), o DI julho/2024 saltou para 5,85% (5,82% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 avançou para 6,46% (6,37% no ajuste anterior).


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