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Dólar fecha a R$4 e registra maior desvalorização semanal do ano

Por Pablo Vinicius Souza
25 outubro 2019 - 18:40
maior fechamento desde maio

O dólar comercial cedeu na paridade com o real nesta sexta-feira (25), fechando na cotação de R$4,0090 na venda, o menor valor desde 16 de agosto.

A convergência de múltiplos fatores, internos e externos, levaram a divisa americana a anotar a maior desvalorização semanal do ano, acumulando queda de 2,69%.

Além da aprovação da reforma da Previdência, o grande catalisador que impulsionou o real foi a expectativa pela entrada de recursos estrangeiros através do megaleilão de cessão onerosa do pré-sal.

O evento está previsto para acontecer dia 06 de novembro e promete trazer grande volatilidade ao mercado de câmbio, pressionando a queda da moeda dos EUA.

No exterior, o sentimento é de otimismo com a divulgação de um pré-acordo entre Estados Unidos e China e com as sinalizações de que a União Europeia concederá uma extensão do prazo para a conclusão do Brexit.

Embora o dólar tenha operado em território negativo, não obteve tração suficiente para superar a barreira psicológica de R$4, tendo em vista seu enfraquecimento também contra as demais moedas emergentes.

Enquanto isso, os investidores seguem na expectativa pelas reuniões de política monetária do Federal Reserve e do Copom, que acontecerão na semana que vem.

Os agentes do mercado reforçaram suas apostas em uma decisão de corte moderado de 0,25% pelo Fed, mas ajustaram suas posições em relação ao Copom, prevendo um corte de apenas 0,50%.

Nesse sentido, os contratos de juros futuros encerraram com declínio nas taxas em todos os períodos, refletindo o movimento de afrouxamento monetário global.

O cenário de juros mais baixos não é apenas uma realidade do Brasil, mas também em outros emergentes como Chile, Indonésia, Turquia e agora, na Rússia.

Em um contexto geral de reduções, há espaço para a Selic cair ainda mais, visando apoiar a retomada do crescimento da economia brasileira, que ainda se encontra em um estágio lento e gradual.

O DI junho/2020 caiu para 4,41% (4,43% no ajuste anterior), o DI janeiro/2022 declinou para 4,89% (4,95% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 desceu a 6,28% (6,35% no ajuste anterior).


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