Dólar e Câmbio

Dólar fecha a R$ 5,39 conclui a terceira semana consecutiva de perdas

Por Fast Trade
28 janeiro 2022 - 18:45 | Atualizado em 28 janeiro 2022 - 19:25

O dólar comercial fechou em queda de 0,57% nesta sexta-feira (28), na cotação de R$ 5,3900 na venda, fazendo a terceira semana consecutiva de perdas. No acumulado do mês, a divisa americana registra baixa de 3,31% em relação ao real, beneficiada pela entrada de fluxo de recursos no câmbio local.

No geral, as moedas emergentes estão apresentando um bom desempenho neste início de ano, com forte resiliência mesmo nos momentos de turbulência. Desse modo, nota-se uma preferência dos investidores pelas divisas latino-americanas, principalmente o real, que está bastante descontado.

Por isso, essa é a primeira vez que a moeda dos EUA fecha abaixo de R$ 5,40 desde outubro do ano passado, demonstrando o tamanho do otimismo com a moeda brasileira. Segundo os analistas do Citi, a política de aperto monetário intensivo também contribuiu elevando a atratividade do mercado doméstico.

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No pregão de hoje, ganhou destaque a divulgação do Índice de Preços do PCE americano, que subiu 1% no quarto trimestre, mostrando desaceleração em relação ao período anterior. Em contrapartida, na variação anual, o núcleo do índice avançou 4,9%, superando o consenso dos especialistas.

Ao mesmo tempo, no Brasil, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou 1,82% em janeiro, mas ficou dentro do intervalo de projeções do mercado. Mesmo assim, demonstrou que a inflação continua influenciando o equilíbrio dos preços.

Já a taxa de desemprego mensurada pela Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD) contínua ficou em 11,6% no trimestre encerrado em novembro. Este percentual recuou 1,6% em comparação ao resultado visto no trimestre anterior, sinalizando que o mercado de trabalho está voltando a se aquecer.

Juros futuros fecham mistos de olho nas Treasuries e na inflação

Os contratos de juros futuros encerraram mistos, entre altas e baixas para diferentes períodos. No radar, o comportamento das Treasuries americanas influenciou parte da estrutura da curva a termo, pressionando a adição de prêmio de risco nos trechos intermediários.

Em contrapartida, os dados do IGP-M levaram a uma redução das taxas, precificando uma forte elevação na taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária que acontecerá na próxima quarta-feira (2).

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A expectativa, acima de tudo, é que o Banco Central continue a adotar um tom mais rígido quanto aos juros. Embora o risco fiscal ainda seja uma ameaça para o bom andamento da economia, as perspectivas ainda são positivas, apesar da fraca recuperação da atividade.

O DI junho/2022 caiu a 11,51% (11,54% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 12,02% (11,99% no ajuste anterior) e o DI abril/2025 saltou a 11,15% (11,29% no ajuste anterior).

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