Dólar e Câmbio

Dólar fecha a R$ 5,24 reagindo ao “susto” com a inflação e com as falas de Bullard

Por Fast Trade
10 fevereiro 2022 - 18:16 | Atualizado em 10 fevereiro 2022 - 19:24
Créditos: shutterstock.com

O dólar comercial fechou em alta de 0,34% nesta quinta-feira (10), na cotação de R$ 5,2410 na venda, reagindo ao “susto” com a inflação nos EUA. Divulgado hoje, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) avançou para 7,5% em janeiro, na comparação anual, superando as estimativas dos especialistas.

Desse modo, o indicador encerrou no nível mais alto para o mês desde 1982, despertando o alerta nos investidores. Com este resultado, o Federal Reserve poderá agir com mais intensidade sobre a taxa de juros, já que existe uma pressão muito forte de aumento nos preços em geral.

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Ao mesmo tempo, as declarações do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, azedaram de vez os ânimos neste pregão. Em uma entrevista ao Bloomberg, ele defendeu uma ação mais dura da instituição na condução dos juros para frear a inflação, sugerindo que a taxa seja elevada em 1% até o início de julho.

Vale considerar que a opinião de Bullard é muito relevante, pois o executivo é um membro votante do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).

Em outro front, o ingresso líquido de recursos de não residentes no Brasil limitou a demanda por dólar, mostrando que tese de rotação de fluxo pode explicar a volatilidade do câmbio local.

Juros futuros disparam em sintonia com o movimento das Treasuries

Os contratos de juros futuros encerraram com aumento nas taxas, acompanhando o movimento de alta das Treasuries (rendimentos dos títulos do Tesouro americano). O clima de aversão ao risco se acentuou em atenção ao salto do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos EUA.

Além disso, os vértices intermediários e longos precificaram as falas de Bullard, absorvendo sua sugestão de diretriz mais rígida no aperto dos juros.

Nesse sentido, o movimento da curva brasileira se anexou ao cenário externo, elevando a adição de prêmio em toda a estrutura. Outro fator que também exerceu influência foi o posicionamento do diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra, durante uma live realizada ontem.

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Isto porque, o executivo adotou um tom mais “hawkish” ao sinalizar que a Selic final deve ir além do atual cenário de referência, considerando as incertezas macroeconômicas do ambiente doméstico.

O DI julho/2022 subiu a 11,77% (11,75% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 12,26% (12,16% no ajuste anterior) e o DI julho/2025 saltou a 11,27% (11,12% no ajuste anterior).

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