Dólar e Câmbio

Dólar fecha a R$ 5,23 e conclui a 5ª semana consecutiva de perdas

Por Fast Trade
11 fevereiro 2022 - 18:54 | Atualizado em 11 fevereiro 2022 - 19:43
maior fechamento desde maio

O dólar comercial fechou em queda de 0,10% nesta sexta-feira (11), na cotação de R$ 5,2360 na venda, concluindo a quinta semana consecutiva de perdas. Devido à piora do humor no cenário externo, houve um forte movimento de compra da divisa americana no finalzinho do pregão.

No entanto, o real ainda teve um desempenho melhor do que os seus pares emergentes, devido à leitura de que o mercado brasileiro está muito atrativo para novos fluxos de recursos. Por isso, a moeda dos EUA registrou uma desvalorização semanal de 1,54% no câmbio local.

As tensões geopolíticas entre a Rússia e a Ucrânia voltaram ao radar dos investidores, após o governo americanos declarar que os russos reuniram tropas suficientes para organizar uma grande invasão. Nesse sentido, o presidente Joe Biden pediu a todos os cidadãos americanos que estão em território ucraniano para deixarem o país.

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Como resultado, outras nações adotaram o mesmo posicionamento, o que gerou um sentimento de medo e incerteza no mercado. O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, explicou que Moscou pode atacar a qualquer momento, iniciando o avanço pelas vias aéreas.

Mesmo diante de tanta pressão externa, o real manteve certa consistência, mostrando que ainda está forte e pode oferecer boa rentabilidade neste momento de turbulência.

Por outro lado, na cena doméstica, também ficou em destaque a agenda de indicadores com a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021, mensurada pelo Banco Central. Divulgado hoje, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,33% em dezembro, na comparação mensal.

Juros futuros avançam com foco nos riscos externos

Os contratos de juros futuros encerraram com redução nas taxas em todos os períodos, com os riscos internacionais puxando o movimento da curva. Após as declarações da Casa Branca, os preços das commodities dispararam, empurrando a adição de prêmio nos DIs, sobretudo, nos vértices intermediários.

Além disso, o viés de alta se acentuou com a apresentação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante um evento. No mesmo tom que a ata, o executivo ressaltou que o ritmo de altas na taxa Selic vai levar os juros acima de 12%.

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O DI julho/2022 subiu a 11,80% (11,79% no ajuste anterior), o DI julho/2023 avançou para 12,38% (12,29% no ajuste anterior) e o DI julho/2025 saltou a 11,30% (11,26% no ajuste anterior).

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