Dólar e Câmbio

Dólar encerra dia em R$ 5,43, alta de 0,53%; medo de recessão global contagia mercados

Por Fast Trade
14 julho 2022 - 18:07 | Atualizado em 20 julho 2022 - 12:45
Dólar
Créditos: shutterstock.com

O dólar fechou a sessão desta quinta-feira (14) em R$ 5,4327, avanço de 0,53%. A alta não compensou o recuo da véspera de 0,65%, mas a máxima do dia atingiu R$ 5,4913, incremento de 1,62%. O clima do dia foi, mais uma vez, o temor sobre a recessão global e a venda de ativos em moeda estrangeira.

O dólar futuro para agosto às 17h15 tinha alta de 0,69%, para R$ 5,4555. Ao mesmo tempo, o índice DXY, que compara a moeda americana com pares havia avançado 0,64%, para 108,64 pontos.

Com efeito, o movimento continuou a ser influenciado pelos dados da inflação ao consumidor e a inflação ao produtor nos Estados Unidos. Os dados mais fortes do que a expectativa acenderam no mercado o temor de que a resposta do Federal Reserve (Fed) seja mais intensa do que previsto.

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Sendo assim, os agentes econômicos, que já começam a esperar uma alta dos juros de 1 ponto percentual, destinaram os fluxos de capital para a segurança dos ativos norte-americanos. Isso, sobretudo, os títulos de renda fixa.

Já no cenário local, a preocupação continua sendo com o risco fiscal. Além da aprovação da “PEC das bondades” com impacto de mais de R$ 40 bilhões aos cofres públicos, o legislativo conseguiu flexibilizar regras de doação do governo federal a entidades privadas e públicas dentro do período restrito pela legislação eleitoral.

Juros futuros voltam a subir depois da inflação norte-americana mais forte

Os juros futuros voltaram a subir nesta quinta-feira (14). O movimento foi em virtude de menor aceitação do risco pelos agentes econômicos. Isso por causa de uma inflação nos Estados Unidos mais alta do que o projetado.

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Além disso, continua contribuindo para a alta nos juros futuros a preocupação do mercado com as contas públicas. “Temos sido cautelosos. Essa falta de visibilidade [da política fiscal] para o ano que vem aumenta muito a volatilidade dos ativos e estamos muito leves em Brasil”, disse André Kitahara, gestor macro da AZ Quest.

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