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Dólar e juros operam em alta com exterior negativo e Previdência no radar

Por Pablo Vinicius Souza
01 outubro 2019 - 12:34

Seguindo o movimento de aversão ao risco nos mercados internacionais, o dólar comercial avançava no câmbio interno, demonstrando uma postura mais defensiva dos investidores.

O principal catalisador do ambiente doméstico era a votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), cuja sessão teve início às 10hs.

A previsão é que a matéria seja apreciada e votada hoje em primeiro turno, simultaneamente pela comissão e pelo plenário da casa legislativa.

No exterior, apesar da melhora nas perspectivas quanto à guerra comercial entre Estados Unidos e China, a fraqueza dos indicadores na zona do euro renovou as preocupações sobre o ritmo de desaceleração da economia global.

O mercado segue à espera do encontro entre autoridades americanas e chinesas, que está agendado para acontecer nos dias 10 e 11 de outubro em Washington, na expectativa de que os dois países consigam fechar pelo menos um acordo parcial.

A disputa tarifária entre as duas maiores economias do mundo já se arrasta desde o ano passado, trazendo impactos negativos aos próprios países e às demais nações que comercializam com eles.

Outro fato que adicionou volatilidade às transações foi um leilão de títulos públicos japoneses que registrou uma demanda mais fraca do que o esperado, levantando dúvidas sobre os níveis de liquidez da economia asiática.

Como consequência, a divisa americana se fortalecia contra todas as principais moedas globais, exceto a coroa tcheca, que era a única operando em território positivo.

Ás 12h19 (horário de Brasília), o dólar subia 0,36% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,1720 na venda, próximo a máxima do dia em R$4,1840.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros também seguiam trajetória de alta, esboçando cautela em atenção à agenda de reformas no Congresso.

O DI fevereiro/2020 avançava 0,40% sendo negociado a 4,97% (4,94% no ajuste anterior) e o DI julho/2026 subia 0,72% sendo vendido a 6,97% (6,85% no ajuste anterior).


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