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Dólar e juros fecham estáveis de olho no cenário internacional

Por Pablo Vinicius Souza
27 setembro 2019 - 18:38

Em meio às turbulências do cenário internacional, o dólar comercial fechou praticamente estável, caindo 0,10% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,1560 na venda.

Depois de tocar na máxima intraday em R$4,1946, o mercado local atraiu uma forte onda vendedora, consagrando um movimento de realização de lucros típico do final de mês.

Segundo especialistas, a divisa americana ainda mantém tendência de alta no curto prazo, principalmente, diante de tantas adversidades no cenário externo.

A exemplo de hoje, a disputa comercial entre Estados Unidos e China poderá gerar uma nova rodada de aversão ao risco, impulsionando o dólar a transpor sua fronteira psicológica de R$4,19.

Nos próximos dias, teremos novos desdobramentos, com Washington planejando restringir a atuação de empresas chinesas nas Bolsas americanas, ao mesmo tempo em que o presidente Donald Trump sinaliza para a concretização de um acordo.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram apresentando viés de queda, porém, rondando a estabilidade, com os investidores digerindo as falas do presidente do Banco Central.

Roberto Campos Neto disse que as projeções de inflação favoráveis não significam, necessariamente, que haverá uma extensão do ciclo de cortes da taxa de juros até 2021, pois outros fatores também são considerados na decisão.

Em uma sessão de liquidez reduzida e agenda esvaziada, os movimentos dos DIs ficaram mais sensíveis às flutuações do câmbio doméstico e, por isso, o registraram um desempenho limitado.

O DI fevereiro/2020 caiu para 4,95% (4,96% no ajuste anterior), o DI julho/2023 recuou para 6,26% (6,30% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 declinou a 7% (7,02% no ajuste anterior).


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