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Dólar e juros avançam com aversão ao risco e cenário político nos EUA

Por Pablo Vinicius Souza
25 setembro 2019 - 12:35
maior fechamento desde maio

Em alta desde a abertura, o dólar comercial se fortalecia em atenção ao clima de aversão ao risco no exterior e à formalização do pedido de impeachment do presidente Donald Trump.

A Câmara dos Representantes dos EUA colocou em tramitação o processo de impedimento sob a justificativa de que Trump teria solicitado ao presidente da Ucrânia que investigasse o ex-vice-presidente, Joe Biden e seu filho.

O parlamentar democrata é pré-candidato às eleições de 2020 e está acusando o governo de tentar interferir no pleito presidencial, utilizando ajuda externa.

O câmbio local operava na defensiva, em conjunto com os juros futuros, que apresentavam aumento nos DIs ao longo da curva a termo.

O DI abril/2020 avançava 0,19% sendo negociado a 4,93% (4,91% no ajuste anterior) e o DI julho/2022 aumentava 0,51% sendo vendido a 5,93% (5,92% no ajuste anterior).

No mesmo sentido, o dólar comercial subia 0,22% contra o real brasileiro, sendo cotado a R$4,1770 na venda, às 12h25 (horário de Brasília).

Por aqui, os holofotes se concentravam no Senado, especificamente no adiamento da votação da reforma da Previdência, que não agradou aos agentes do mercado.

 Outro fator de pressão foi mais uma derrota à Bolsonaro, que viu grande parte dos seus vetos à lei de abuso de autoridade serem derrubados pelo Congresso Nacional na sessão de ontem.


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