Dólar e índice

Dólar dispara quase 2% e fecha a R$5,31 com foco na cena externa

Por Fast Trade
15 janeiro 2021 - 19:21 | Atualizado em 15 janeiro 2021 - 19:44

O dólar comercial fechou em alta de 1,96% nesta sexta-feira (15), na cotação de R$5,3100 na venda, com foco na cena externa.

Apesar de ter avançado neste pregão, a divisa americana acumulou queda semanal de 1,92%. Nesse contexto, o real deixou de ser a moeda com pior performance, cedendo o posto ao rand sul-africano.

Acima de tudo, o movimento de cautela global ocorreu devido às incertezas sobre o pacote de estímulos dos EUA.

Na noite de ontem, o presidente eleito Joe Biden anunciou um plano que pretende injetar cerca de US$1,9 trilhão na economia do país.

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Apesar de os democratas controlarem a Câmara e o Senado, os investidores estão incertos quanto à aprovação deste pacote.

Nesse sentido, analistas retomaram as discussões sobre um possível cenário de “reflação”, no qual, a adoção de políticas altamente estimulativas vão apoiar o aumento da demanda e o desenvolvimento da economia.

Tais projeções vem pressionando a valorização dos títulos americanas desde o início do ano e parece ser um cenário próximo de acontecer.

Ao mesmo tempo, há um grande receio sobre os impactos desta segunda onda de infecções, principalmente, após a identificação da variante do Covid-19.

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Depois de contabilizar recordes em número de mortes e contaminações, o governo norte-americano prepara uma forte ação de testes em massa.

Da mesma forma, o Brasil vive um drama em relação ao colapso na saúde em Manaus, que resultou na morte de muitas pessoas.

As autoridades de diversos estados estão revisando a classificação de contágio da doença para enrijecer as medidas de restrições.

Juros futuros fecham majoritariamente em alta à espera do Copom

Os contratos de juros futuros fecharam com aumento nas taxas em todos os períodos, à espera da reunião do Copom.

O Comitê de Política Monetária decidirá na semana que vem, sobre o comportamento da taxa Selic e a expectativa é pela manutenção do atual patamar de 2% ao ano.

Além disso, a continuidade do forward guidance aplicado pela instituição também está em jogo, tendo em vista o recente salto da inflação.

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Outro ponto que influenciou os DIs foi o recuo de 0,1% nas vendas no varejo de novembro, demonstrando contração no setor.

Este fato aliviou parcialmente a pressão sobre a curva de juros, embora a adição de prêmio de risco tenha se mantido.

O DI maio/2021 caiu para 2,00% (2,01% no ajuste anterior), o DI abril/2023 subiu para 5,83% (5,75% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 saltou para 6,92% (6,80% no ajuste anterior).

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